Diversificação proteção e oportunidade

Por

Vivemos um período de redução da inflação, um movimento que vem abrindo espaço para a redução consistente da taxa SELIC. Embora esta trajetória possa representar ao investidor uma provável diminuição dos ganhos financeiros na Renda Fixa, é importante lembrar que o Brasil permanece tendo uma das maiores taxas de juros reais do mundo. O que, de um lado, gera rentabilidade invejável para a RF, de outro, tem efeitos muito negativos para o resto da sociedade. Podemos observar as consequências disto no encarecimento do crédito que desestimula o empresário a investir em seu próprio negócio, contribuindo para o aumento do desemprego e diminuição do consumo. O fato é que, independentemente do nível de juros reais que o país atinja, diversificar a carteira de investimentos é o melhor caminho para a construção de um bom patrimônio financeiro. Pois desse modo, é possível aproveitar todas as oportunidades do cenário econômico, minimizando os riscos e potencializando os ganhos no médio e longo prazo. No entanto, para que a estratégia funcione, é preciso escolher ativos cujas cotações tenham baixa correlação, ou seja, andem para lados opostos. Desta forma, se determinado investimento tiver redução ou até perda de rentabilidade, os demais compensarão e, ao longo do tempo, a média do rendimento do conjunto das aplicações tenderá a ser favorável. 

Essas oportunidades podem ser aproveitadas, por exemplo, em uma instituição financeira cooperativa. É o caso da Unicred SC/PR que passou a disponibilizar aos cooperados diferentes classes de ativos, como juros pré-fixados, juros pós-fixados, inflação e fundo de investimento multimercado. A grande vantagem nesse caso é que não há custos operacionais para o cooperado, como custódia e corretagem. 
Também não há o risco de mercado caso o resgate ocorra antes do vencimento, além de que, a maior parte destas aplicações contribui para a geração de sobras.
  
Vivien Aucar de TollaX,
Especialista de investimentos e previdência da Unicred SC/PR

 

A globalização do Direito e da Justiça

Diante das inevitáveis tendências, é certo que o Direito deve responder adequadamente às exigências da globalização econômica. Nesse sentido, é cada vez mais premente a observância, em todos os países, adoção de boas práticas de governança corporativa, dentre as quais a transparência. 
É por esta razão que em países mais desenvolvidos economicamente cresce exponencialmente o ativismo dos acionistas minoritários na exigência de observância da ética na atividade econômica e empresarial. O Brasil necessita, sob pena de encontrar ainda maiores empecilhos à sua inserção no mercado financeiro internacional, abraçar estas tendências. A AIDMIN (Associação dos Investidores Minoritários) compartilha com a equipe do Almeida Advogados o desejo de que nossas instituições econômicas efetivamente adotem os melhores padrões de excelência na gestão corporativa. 
Foi com base nesses princípios comuns que foi ajuizada, por aquela entidade representando todos os afetados, a inédita Ação Civil Pública objetivando a reparação dos investidores que sofreram perdas com seus investimentos na Petrobras no mercado financeiro nacional. Acreditamos que se trata de uma causa extremamente relevante, não apenas pelos valores envolvidos, mas principalmente pelo efeito pedagógico que deverá ter em particular na defesa dos pequenos investidores minoritário. Nossa participação nesta empreitada, por evidente, mesmo diante dos riscos inerentes ao ineditismo da medida, denota o compromisso institucional de nosso escritório de sempre lutar por um país e um mundo mais justo e mais ético.


André de Almeida 
Advogado