“Quebra -Tigela”

Leda Maria Baptista/2023.

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“Quebra -Tigela”
Em continuidade ao artigo do gasparense Nilton Marcos Pereira, acrescento mais informações sobre memórias do século XIX que criaram o folclórico título de “Gasparenses Quebra-Tigelas”.
Em minhas pesquisas realizadas para a Fundação Frei Godofredo, na década de 1980, encontrei na região de Belchior Central, uma versão local que justificasse o tal apelido. Também, sem precisar datas, mas com certeza: o ocorrido era já muito antigo. Vamos aos relatos da época:
Em uma domingueira ou tarde dançante no comércio localizado em Belchior Central, entrada para Fortaleza (mais tarde, comércio do Sr. Eldo Wan-Dall), uma briga formou-se por motivos de ciúmes entre os rapazes de Gaspar e Blumenau na disputa pelas moças do lugar. Anexo do salão, as prateleiras da casa comercial expunham louças, entre elas copos e tigelas. Com o calor a briga, gasparenses defenderam-se atirando as tigelas nos adversários. Comentam que os blumenauenses continuaram as agressões, atirando os copos nos opositores. Então, os gasparenses são ainda lembrados como quebra-tigelas, enquanto os blumenauenses livraram-se do apelido,
Como ficou a disputa? Ela ocorreu ou não? Não sabemos. Provavelmente algo parecido ocorreu, tendo em vista o apelido que perdura por mais de um século.
Leda Maria Baptista/2023.