Violência doméstica
A violência doméstica é um problema que atinge milhares de crianças, adolescentes, e mulheres. É um tema que merece atenção visto que imputa as vítimas um grande sofrimento. Esta pode ser física, verbal, psicológica ou sexual e todas tem o mesmo potencial de prejudicar o bom desenvolvimento físico e mental da vítima.
Dados do Ministério da Saúde mostram que as agressões continuam sendo a principal causa de morte em jovens de 5 a 19 anos e a grande maioria ocorre dentro do ambiente doméstico. A estimativa da UNICEF é de que diariamente 18.000 crianças e adolescentes sejam espancados no Brasil.
A violência doméstica tem o seu requinte de crueldade no fato do agressor ser um conhecido da vítima, que aproveita da intimidade e das informações que a intimidade trouxe para constranger, coagir ou agredir diretamente outro indivíduo. A vítima normalmente ocupa um lugar de dependência emocional ou material do agressor e este tira proveito desta situação. Às vezes, por ficar calada e submeter-se äs agressões, o agredido sente muita culpa e vergonha. Há também sensação de ter sido traído por alguém próximo e muita dificuldade de confiar novamente em outras pessoas. Quando não ocorre por dependência, ocorre por medo. A vítima teme a concretização das ameaças do agressor, de que se denunciado fará coisas piores.
A embriaguez patológica colabora para que a situação se torne ainda pior e esta associação não é incomum. Por haver certa tolerância de fiscalização neste aspecto, a situação persiste.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram agredidas fisicamente por seus parceiros entre 10% a 34% das mulheres do mundo.
Caracterizada por rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas, a violência psicológica não deixa marcas corporais visíveis, mas emocionalmente causa cicatrizes indeléveis para toda a vida
A pesquisa do Serviço de Advocacia da Criança revelou que violência sexual chega a 13% do total das denúncias de violência recebidas pelo serviço. A família foi responsável por 62% desses casos de violência sexual. O pai aparece como o principal agressor em 59% das vezes, seguido pelo padrasto em 25%. Entre os meninos, o pai foi o violentador principal em 48% dos casos, seguido dos padrastos e dos tios.
Se você conhece alguém que sofre de algum tipo de violência, ligue 190 e denuncie!