Saúde - De olho no Colesterol
Hambúrguer, embutidos, carnes gordas, comidas fritas e gordurosas em geral.
Embora todos os itens desta pequena lista sejam saborosos, fazem mal à saúde e levam o colesterol a níveis altos. Nenhum deles pode fazer parte da dieta de quem já tem colesterol alto e deve ser evitado por quem quer preveni-lo. Eles não fazem mais parte da alimentação de Ricardo Ramos, 45 anos, que descobriu estar com o colesterol muito alto em julho deste ano, quando realizou um check-up anual. Mas não foi sempre assim. Nos últimos anos, a alimentação que levou não foi saudável, por isso, acabou por engordar 16 quilos nos últimos dois anos. Chegou a pesar 108 quilos e ter o colesterol em 420.
Um pouco antes de fazer o check-up, Ricardo voltou a praticar exercícios físicos e, em aproximadamente dois meses de atividades físicas somadas a uma mudança radical da dieta e medicação, conseguiu perder 12 kg, diminuir a circunferência abdominal e reduzir o colesterol para 280. "Como menos gordura, fritura e açúcar, além de não misturar muitos alimentos que são carboidrato na mesma refeição. A médica tem a intenção de fazer um tratamento intensivo para que o colesterol volte a um nível normal e então diminuir a dose ou eliminar a medicação, para que eu mantenha o colesterol baixo apenas com boa alimentação e exercícios físicos", relata Ricardo. Para fazer a mudança de hábitos de forma correta, ele costuma conversar com profissionais das áreas de educação física e nutrição e seguir o aconselhamento feito por eles. "O trabalho com profissionais da área é muito importante", destaca.
No caso de Ricardo, o que mudou não foi apenas o peso, mas a condição em que está a sua saúde e também a autoestima, que colabora até mesmo com o lado emocional da pessoa. Ele sabe que o que causou o colesterol alto foi a alimentação inadequada, por isso pretende manter os novos hábitos pelo resto de sua vida.
O cardiologista José Fernando Schmitt explica que existe o colesterol bom (HDL) e o colesterol ruim (LDL). "O HDL é a fração de colesterol que, estatisticamente, 'protege' o coração, faz com que a pessoa tenha menor incidência de doenças cardíacas, como a angina e o infarto. O LDL é justamente o contrário, quanto mais alto, maiores são as chances de doenças cardíacas ou arteriais", esclarece. Ele afirma que, para prevenir o colesterol alto, duas simples medidas devem ser tomadas: manter uma dieta isenta de gordura animal e frituras e fazer atividades físicas regularmente. "Há ainda os casos que são genéticos, uma transmissão familiar", acrescenta. O colesterol alto não tem sintomas, por isso é preciso realizar exames de sangue periódicos para verificar se o nível está dentro da normalidade ou alterado. Quando o colesterol está muito elevado, o tratamento é feito por meio de medicamentos, que devem ser recomendados somente pelo médico. Quando o nível não está tão alto, a mudança dos hábitos de vida leva a níveis aceitáveis.
De acordo com o médico, a doença é silenciosa e sintomas que possam ser sentidos são de doenças originadas pelo colesterol em um nível muito alto. O colesterol é um fator de risco para outras doenças e pode levar a doenças do coração, acidente vascular cerebral, doenças arteriais nos membros inferiores, gangrena e doenças renais. Por isso, o médico destaca a importância da prevenção, dos exames de sangue e visitas periódicas aos médicos. "Seria excelente se as pessoas mantivessem uma dieta saudável, fizessem exercícios e tivessem o acompanhamento médico. A atividade física deve ser sempre orientada por um profissional. A caminhada, por exemplo, é um ótimo exercício e o mais fácil de ser feito", afirma.