Instantes
- Escrevi neste espaço do Metas a crônica O Poço da Moça (6 de abril deste ano). A musa inspiradora: a poetisa do monte do Parnaso, aliás, da baixada do Olímpico, na Alameda Rio Branco, onde mora, Raquel Furtado. Diz que de seu apê vê o lugar onde se situava o local de banhos da juventude dourada dos anos 60. E mais: escrevendo um livro de contos, um deles teria o nome de O Poço da Moça. Sua filha de 12 anos incentivou-a a mudar de rumo. Valia um romance. De um fato real (afogamento de uma jovem naquele local) à ficção que se pede necessária. Promete.
- A polêmica sobre a ponte napoleônica causa enfaro total. Tá mais ultrapassada do que o programa dominical do Gugu de uma mesmice geral, hoje, felizmente fora do ar. Deram pras bolas, os dois. Sugiro (epa, é nome de japonês!) que os contendores para evitar maiores atritos revejam urgente os melodramáticos filmes A Ponte do Rio Kwai, A ponte de remagem, A ponte de Waterloo (nesta, o prefeito cai), Uma ponte longe demais, As pontes de Madison e As pontes de Toko-Ri. Todos filmes de guerra, americanos. Afinal, não é o Tio Sam que nos comanda aqui?
- No último número da revista Blumenau em Cadernos, de março e abril, saiu um artigo As relações de amizade entre as cidades de Weingarten e Blumenau. Nele, a autora Manoela Bach ouve depoimento do advogado Sylvio Zimmermann, pai do presidente da Fundação Cultural de Blumenau. Porejando bondade, o advogado gasparense relacionou ex-alunos do professor de matemática Germano Suesiger. Alemão de berço, lecionou a matéria por 17 anos no tradicional e centenário Colégio Santo Antônio. Entre seus alunos constam: Hercílio Luz Costa, Antônio Carlos Loureiro, Ricardo Schwanke, Carlos Odebrecht, Marcílio Filho, Lothar Stein, Ronaldo Reichow e Gervásio Luz. Mandei um exemplar pro Marcílio, em Floripa, consolando-o pelo lapso de memória do Sylvio: esqueceu o Medeiros, filho que é do que foi o melhor juiz de direito de Blumenau, Marcílio Medeiros. Fausto Wolff esteve aqui, recebendo a comenda de embaixador da Oktoberfest no Rio de Janeiro. Esbarrei com ele, no bar do Carlos Gomes, em companhia do Arninho Buerger. Publicou no Pasquim a relação dos escritores do Vale que havia conhecido, todos com nome completo. Exemplo: Carlos Braga Mueller. Sobrou pra mim: “o Luz das crônicas do livrinho Rio que passa em nossas vidas”. Afe!