Denúncias da falta de transporte coletivo levam à Justiça Eleitoral determinar a prisão de secretário na Bahia

De acordo com informações do Procon-BA, 252 ônibus foram localizados em garagem de empresa

Por Alexandre Melo

ônibus parados em garagem de empresa em Salvador neste domingo (25)

No dia da eleição, as linhas de transporte intermunicipal e metropolitano devem operar de forma gratuita, nos mesmos horários praticados durante a semana e pelas empresas que normalmente realizam os trajetos. Essa determinação é do TSE e está amparada na Resolução nº 23.751/2026 (artigo 23). No entanto, em muitas cidades do país, principalmente nas capitais, os ônibus não estão circulando na quantidade suficiente para garantir o exercício do voto. As denúncias estão chegando aos Tribunais Regionais Eleitorais de vários estados do país.

Em Salvador, o Procon fez uma vistoria e localizou 252 ônibus parados na garagem de uma das empresas responsáveis pelo transporte coletivo urbano, enquanto longas filas se formavam em vários terminais da capital. A empresa pode ser enquadrado por crime.

Por conta disso, o TRE da Bahia determinou a prisão do secretário municipal de Transportes, Pablo Souza. No entanto, Pablo se encontra em viagem a Paris, na França. Em Belém-PA, João Pessoa-PB e São Paulo-SP há queixas da falta de transporte coletivo.

Na decisão, o presidente do TRE-BA, Maurício Kertzman Szporer, define multa no valor de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da ordem. O desembargador pede ainda imediata expedição de ofício à Delegacia Geral de Polícia Civil da Bahia para fiscalizar o cumprimento, incluindo a utilização de drones para esse fim.

Em Santa Catarina, até o momento, não houve o registro de queixas contra o transporte coletivo urbano e intermunicipal gratuito.



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