Gaspar tem seis pré-candidatos

Com a proximidade do período das convenções partidárias, cenário pré-eleitoral vai ficando mais claro

Por Alexandre Melo

Os seis pré-candidatos ainda precisarão passar pelas convenções partidiárias, que começam a partir de 20 de julho

À medida que o prazo para o início das convenções partidárias se aproxima, o cenário de prováveis candidaturas nas eleições deste ano vai ficando mais claro. Em Gaspar, o número inicial de sete pré-candidatos caiu para seis, com as desistências do ex-prefeito Kleber Wan-Dall (Podemos) e do advogado Ivens Duarte (Novo). Já o bombeiro voluntário Alan Martins, que não aparecia na lista anterior, colocou seu nome à disposição do PRD para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Nas eleições deste ano, estarão em disputa os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-goverador, senador (com duas vagas por estado) e seus respectivos suplentes, deputado federal e deputado estadual. A substituição de candidatos é possível até 20 dias antes do primeiro turno por três motivos: renúncia, falecimento ou indeferimento, além de cancelamento ou cassação de registro por parte da Justiça Eleitoral.

Dos seis pré-candidatos em Gaspar, dois vão tentar uma vaga na Câmara Federal: o vereador e atual presidente do Legislativo municipal, Ciro Quintino (MDB), e o também vereador Alex Burnier (PRD). Os demais vão buscar uma das 40 cadeiras na Assembleia Legislativa.

Quatro pré-candidatos ocupam atualmente cargos eletivos na Câmara Municipal. Além de Ciro, Mara da Saúde (PP), Dionísio Bertoldi (PT) e Alex Burnier (PRD).
Os seis pré-candidatos já passaram pela experiência de disputar uma eleição; porém, Mara da Saúde é a única que já participou de um pleito estadual. Em 2022, ela concorreu à Assembleia Legislativa, obtendo 4.654 votos.

Um dos principais obstáculos apontados ao longo das eleições em Gaspar é a dificuldade de concentração dos votos e o alto índice de abstenção. No pleito municipal de 2024, Gaspar registrou 23,74% de abstenção, o equivalente a 12.143 eleitores que não compareceram às urnas. Para se ter uma ideia, o índice ficou próximo ao da eleição de 2020, quando o cenário era de pandemia e 26,31% (12.479) dos eleitores se abstiveram.

Nas eleições municipais de 2012 e 2016, quando o cenário era de normalidade, as abstenções foram de 11,70% e 13,54%, respectivamente. Isso significa que o número de eleitores que deixaram de votar praticamente dobrou nas disputas locais recentes. Já nas últimas eleições gerais de 2022, para governador, deputados e senador, o índice de abstenção foi de 17,58% em Gaspar.

O debate que deve acompanhar os próximos meses é se Gaspar conseguirá fortalecer uma candidatura local ou se, novamente, verá parte significativa dos seus votos a representantes de outras regiões. O último deputado estadual eleito com base principal em Gaspar assumiu o cargo na década de 1980. No início dos anos 2000, o Projeto 100% Gaspar tentou fazer com que o município tivesse um único candidato, Pedro Bornhausen, que, embora o PT também tenha lançado candidatura na época, obteve pouco mais de 20 mil votos.