Mais pra lá do que pra cá
É impossível não reparar a tendência do atual Governo do Estado em investir mais na região do Planalto Serrano e Meio-Oeste, currais eleitorais do atual governador, do que aqui pra essas bandas do Vale. Nós, da imprensa, que recebemos diariamente material da assessoria do governo percebemos esse “privilégio” na distribuição de dinheiro. Nesta semana, mais R$ 3,8 milhões para reparação de estradas nos municípios de Santa Cecília e Macieira, no Meio-Oeste. O governo já vem recuperando a SC-350, em Caçador. Nada de estranho, quando se sabe que estamos próximos de uma eleição. Agora, para quem circula diariamente pelas rodovias Jorge Lacerda, Ivo Silveira, Antônio Heill e outras, observa o lastimável estado de abandono. Interessante é os representantes da Secretaria de Infraestrutura, ou o próprio secretário Valdir Cobalchini, circularem mais pelo Vale, de preferência de automóvel.
Ferrovias - Uma mobilização pela Ferrovia da Integração será feita nesta quarta-feira (8), às 11h, em Brasília, na frente da sede da Valec, para pressionar o governo a agilizar a construção da linha férrea. O presidente da Ammvi, Laércio Schuster Junior e um representante da Associação Empresarial de Blumenau estarão presentes no evento, coordenado pelo deputado federal Pedro Ucazi (PT-SC), presidente da Frente Parlamentas das Ferrovias.
Tucanato – O PSDB atravessa uma crise de líderes. Partido que esteve durante oito anos na Presidência da República e sempre foi o fiel da balança, ao lado do PMDB, está perdendo força, principalmente em São Paulo. Dizem que é a herança maldita de José Serra, que deve ser o próximo a deixar a sigla. O caminho de Serra pode ser o recém-criado MD (Movimento Democrático). O partido já nasceu forte, com 14 deputados federais, 58 estaduais, 147 prefeitos e 2.500vereadores. No DM, Serra poderia até ensaiar uma “dobradinha” com Marina Silva, já anunciada como pré-candidata à Presidência da República em 2014. Serra desconversa e alega que está faltando espaço para ele dentro do ninho tucano.
Ministérios – Em 1960, o Governo Juscelino kubitschek era formado por 16 ministérios. Nesta semana, a presidente Dilma Roussef nomeou o seu 39ª ministro, Guilherme Afif Domingos, que vai ocupar o Ministério da Micro e Pequena Empresa. Nada contra as micro e pequenas empresas, mas é quase desproposital a criação deste ministério, que só vai onerar ainda mais os cofres públicos, pois cria-se outras dezenas de cargos a serem preenchidos pela base política de sustentação do governo. Além disso, a própria estrutura da Esplanada dos Ministérios foi projetada para 16 ministérios. Hoje, o governo gasta, por mês, mais de R$ 6,4 milhões só para bancar o aluguel de prédios fora da Esplanada. É bom lembrar que tamanho não é documento. Nos Estados Unidos são apenas 15 ministérios e na Alemanha, 17. Isto acontece porque nestes países, o sistema de governo é descentralizado, delegando-se mais poderes aos estados.