Com muitos nomes, é impossível eleger um representante para o legislativo
É possível que até as convenções tenhamos um desenho político diferente em Gaspar, com menos ou mais candidatos. O melhor seria termos menos candidatos a deputado. Do ponto de vista matemático, ter muitos candidatos costuma dificultar a eleição de um deputado da terra. E isso, Gaspar vem sentindo há bastante tempo. Aliás, desde que se tornou município. Uma vez se tentou ter um candidato de consenso, mas não se conseguiu a homogeneidade. Nas eleições deste ano, caminhamos mais uma vez para um número acima o ideal.
É verdade que alguns candidatos entram nesta aventura eleitoral para testar a popularidade, para uma possível disputa municipal dois anos depois.
Outros vão para tirar votos de adversários, e quem acaba perdendo com esse jogo político é de fato a cidade de Gaspar que nunca conseguiu eleger um representante para a Assembleia Legislativa ou Câmara Federal.
Gaspar tem pouco mais de 50 mil eleitores. Mesmo que todos os gasparenses votassem em candidatos da cidade, se esses votos forem divididos entre 7 nomes, nenhum deles terá, sozinho, uma votação expressiva o suficiente para “puxar” a vaga para o seu partido ou garantir a eleição pelas sobras.
Quando os votos locais se dividem demais, candidatos de outras regiões (os chamados “paraquedistas”, que só aparecem por aqui a cada quatro anos) acabam levando fatias importantes dos votos da cidade. Sem uma união em torno de poucos nomes, a força política de Gaspar se dispersa e mais uma vez a cidade ficará sem representante na esfera estadual e federal.