Um cesto repleto de livros

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Em um grande cesto de vime, se escondem dezenas de histórias, que estão a disposição dos olhos curiosos das crianças dos Centros de Educação Infatil de Ilhota.

 
O acessório faz parte de um projeto da Biblioteca Municipal Alice F. Bittencourt, o Cesto Literário. A primeira idéia era levar um baú cheio de livros para os CEIs, onde uma das bibliotecárias iria contar a história para as crianças. “Percebemos que, como era um objeto fechado, as crianças muitas vezes acabavam por não o abrir, mexer em seu conteúdo e ter contato com as obras literárias. Como o cesto é aberto, elas se sentem à vontade para mexer nos livros”, explica a bibliotecária Vanessa da Silva Simon.
 
Ela e Eli Terezinha Silva de Souza fazem um revezamento, cada uma trabalha uma semana com o projeto, que ainda é um piloto. Eli conta que, no momento, estão testanto nos CEIs do centro e que ele deve se estender para outros município. Para a semana de Páscoa, a bibliotecária escolheu o livro Um, Dois, Três, Ops!, de Michael Coleman para contar nos educandários. O livro fala do Papai Coelho, que quer contar uma história para seus muitos filhos, mas não consegue devido ao muito barulho que os filhotes fazem.
 
O projeto foi desenvolvido com foco nas crianças que ainda estão na educação infantil, porém pode atender também a séries iniciais. “Uma professora de séries iniciais soube do projeto e nos chamou para visitar a escola, com a proposta de que, na semana seguinte, traria seus alunos para a biblioteca. Um trabalho deste tipo traz apenas benefícios para os estudantes”, afirma Eli. 
 
Pais
Um novo projeto da biblioteca deve envolver tanto as crianças quanto os pais. O nome do projeto já deixa seu objetivo claro: “Mamãe, você lê para mim?”. Na sexta-feira, o pequeno estudante com um livro para casa. A participação dos pais está em ler a história para seu filho durante o final de semana. “Junto com o livro, mandamos uma ficha de avaliação, para que os pais possam opinar sobre o projeto e também pedimos seu endereço, para que a biblioteca possa mandar uma carta de agradecimento por sua participação”, conta Eli.
 
O projeto, porém, não termina aí. Na segunda-feira, em sala de aula, a criança precisa contar a história para a professora e seus colegas, mesmo que ainda não tenha aprendido a ler. “Já fiz esta experiência há 14 anos. É incrível a memória das criança. Eles gostam e prestam muita atenção a leitura que os pais fazem e no outro dia conseguem contar com detalhes em sala de aula” conta Vanessa.