Protesto fecha estrada no Pocinho

Moradores só suspenderam o protesto depois de receberam garantias

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 Indignados com o que consideram descaso da prefeitura de Ilhota, um grupo de moradores fechou a Estrada Geral do Pocinho, na margem esquerda, em Ilhota, na tarde de quinta-feira (4). O trânsito de veículos ficou interrompido por cerca de duas horas (das 13 às 15h) até que a Polícia Militar interviu para negociar a suspensão do protesto. Do local, o próprio policial entrou em contato com a prefeitura que prometeu enviar o caminhão-pipa ainda na tarde do mesmo dia, o que se confirmou por volta das 19h30min. Na sexta-feira pela manhã, o caminhão-pipa voltou a molhar a estrada, segundo informou a moradora Mara Cristina da Silva, proprietária de uma pequena confecção no Pocinho.

No entanto,   um abaixo-assinado está circulando na comunidade, exigindo que a prefeitura pavimente a rua. Esta, segundo Mara, teria sido uma das promessas de campanha do prefeito Ademar Felisky. ?Ele (prefeito) prometeu que colocaria calçamento na rua e não colocou, prometeu que ia dar posto de saúde para nós e também não cumpriu. O que ele fez no Pocinho? Nada?, desabafa Mara.
De acordo com os moradores, a poeira e os buracos aumentaram depois que iniciaram as obras de construção da ponte sobre o rio Itajaí-Açu. Isto porque o trânsito de caminhões é intenso na estrada. 
Mesmo com o calor, as casas precisam permanecer com suas portas e janelas fechadas. ?Isto é um absurdo, ou eles (prefeitura) tomam providências ou não vai passar mais nada aqui?, ameaça a moradora que tem um filho que sofre de bronquite e precisa fazer inalação várias vezes por dia em função do pó. 
Os moradores até ameaçam interditar a rua em definitivo, fazendo um mutirão para cavar valas no meio da rua e colocar galhos de árvores.
O secretário de Obras da prefeitura de Ilhota, Valdir Augustinho da Silva, concorda que a situação se agrava com o calor, mas é impossível atender a todos os pedidos. ?Quando a gente começa a molhar a  próxima rua, a anterior já está seca e a poeira de volta". O secretário explicou que o caminhão-pipa obedece um trajeto que começa no Baú Baixo, mas muitas vezes não dá para atender a todos os pedidos num único dia, por isso pede paciência aos moradores. 
A prefeitura de Ilhota tem dois caminhões-pipa - uma para cada margem do rio - e não dá conta de atender a todos os pedidos. No dia do protesto, o secretário entrou em contato, por telefone,  com o motorista do caminhão-pipa que estava na Estrada Geral do Braço Baú, para que se deslocasse até o Pocinho para atender à comunidade. 
Da Silva nega, no entanto, que as obras da ponte tenham agravado o problema. ?Os caminhões da JM (empresa responsável pela obra) fazem um trajeto próprio, já não passam mais nas ruas municipais, mas quando isto acontece eles têm seus caminhões-pipa e molham a rua?,