Especial Ilhota 55 anos: talentos na poesia

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Foram semanas de ensaios em casa e nas escolas. Depois de passar por uma primeira seleção nos educandários, os alunos se apresentaram na última segunda-feira (17), na Biblioteca Alice F. Bittencourt durante o 1º Concurso de Poesias "Valorizando os nossa gente". A dedicação e talento foram recompensados com medalhas de participação e também com troféus para os três primeiros lugares. Bruna Rodrigues, da escola Marcos Konder, recitou o poema Amor e ódio, de autoria de Felício Bittencourt. e conseguiu ficar entre as três primeiras, com a orientação da professora. Outras duas meninas, ambas da escola Domingos José Machado, ensaiadas pela professora Luciana Massoto, também se destacaram e estão entre as três maiores notas: Gloria Maria Pfleger, que recitou "Ser poeta", de Maria de Lourdes Scottini Heiden, e Jéssica Maiara Lessa, com "A vida é", da mesma autora. "Já aconteceram outros concursos de declamação, porém este é o primeiro feito inteiramente com poesias de autores de Ilhota. Queremos valorizar as pessoas daqui que fazem história", destacou a historiadora da Fundação Cultural de Ilhota, Viviane dos Santos.

Além da interpretação das poesias, o evento contou com homenagens a escritores da cidade Felício Bittencourt, Maria de Lourdes Scottini Heiden e José Izidro Vieira (in memoriam). Os dois primeiros estiveram presentes para receber a homenagem e ainda participaram do júri que elegeu as crianças que melhor recitaram as poesias. "Eu não tenho mais condições de sair de casa, mas fiz questão de estar presente. Gostei muito das interpretações, as crianças tiveram coragem e vieram participar", relata o escritor Felício Bittencourt, já com 93 anos. Para Maria de Lourdes, que começou a escrever aos 11 anos de idade, é emocionante ter um reconhecimento de seu trabalho. "Com as crianças recitando, o poema fica mais bonito ainda, elas dão vida às palavras", destaca.

No total, 12 crianças de quatro escolas de Ilhota parti param do evento, que lotou a biblioteca. "As pessoas dizem que em Ilhota não há nada para fazer. Na realidade falta buscar e resgatar os talentos da cidade. Com o recital, as crianças puderam conhecer escritores de perto e assim perceber que qualquer pessoa pode desenvolver o dom, despertar o gosto pela escrita e leitura", acrescentou a historiadora  Viviane.