Balsa só volta a operar na sexta-feira
A informação é da Secretaria de Obras de Ilhota
A cidade de Ilhota deve ficar mais um dia sem a travessia da balsa. Isto porque a correnteza do rio Itajaí-Açu ainda é forte. Este, segundo o secretário de Obras, Valdir Augustinho da Silva, é também o motivo pelo qual os trabalhos de recuperação nos bairros da margem esquerda seguem lentos. “Sem a balsa, não podemos atravessar a máquinas”, justifica Silva. Ele informou ainda que a balsa voltará a operar na manhã desta sexta-feira (16). Na Rua Emília Schramm, no Braço do Baú, duas famílias permanecem com dificuldades de acesso porque a cabeceira da ponte cedeu mais uma vez, interrompendo a passagem de veículos. Silva admite o problema, e diz que o reparo na ponte será prioridade tão logo as máquinas cheguem à margem esquerda. Sobre uma nova ponte, ele explica que no momento não existem recursos para a obra.
Na margem direita, as máquinas da prefeitura seguem trabalhando desde domingo (11) na reconstrução da cidade. O trabalho se concentra principalmente na retirada de entulhos, limpeza de ruas e colocação de macadames. O tempo bom, de acordo com Silva, tem ajudado na recuperação. "Já conseguimos atuar nas margens direita e esquerda. Agora estamos efetuando melhorias na Pedra de Amolar", afirmou.
Defesa Civil
A Prefeitura de Ilhota ainda não tem um cálculo dos prejuízos causados pela enchente dos dias 8 e 9 de setembro. O relatório final da defesa civil do município deve sair somente na próxima semana. O coordenador da defesa civil, Paulo Drun, estima em seis meses o prazo para se recuperar todos os estragos provocados pela enchente. "Cerca de 70% da população foi afetada pelas chuvas. Agimos rápido, por isso a tragédia não foi maior. A experiência de 2008 nos deixou mais preparados para enfrentar problemas de grande magnitude", avaliou Drun.
Duzentas e sessenta e três casas foram danificadas, sendo três prédios públicos e uma comunitária. Das instituições públicas, duas são escolas, a Alberto Schimitz (Baú Central) e Pedro Teixeira de Mello (Alto Baú). Outras duas instituições de ensino do município - Domingos José Machado (Ilhotinha) e o CEI Vó Rosa – sofreram atos de vandalismo.