Família protesta em frente ao PA do Hospital de Gaspar

Eles alegam que houve negligência por parte da instituição

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Familiares e amigos de Simone de Oliveira Torquatto, de 46 anos, moradora de Gaspar, foram para a frente do Pronto Atendimento do Hospital de Gaspar no começo da noite desta sexta-feira (2) a fim de chamar atenção para o que consideram mau atendimento da Casa de Saúde. O protesto foi transmitido pela rede social de um dos familiares. Simone encontra-se internada desde a noite de quinta-feira, 26 de junho, depois de mais uma crise em função de pedra na vesícula. Ela já havia estado no hospital na terça-feira, dia 24, quando permaneceu durante o dia no Pronto Atendimento (PA) e à noite foi liberada. Dois dias depois, ela retornou ao hospital e, novamente, permaneceu no P.A. De acordo com a família, somente no final do dia a sua internação foi autorizada. Simone precisa fazer uma intervenção cirúrgica para a retirada de pedra na vesícula, porém, o médico informou à família que antes a paciente precisa passar por um exame. O procedimento não tem cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) e custa R$ 6.500,00.

Sidneia de Oliveira Cardoso, irmã de Simone, diz que a família não tem condições de pagar pelo exame. Segundo ela, isto poderia ter sido evitado se a cirurgia tivesse sido feita há mais tempo. De acordo com Sidneia, o médico explicou que a pedra se deslocou em direção ao pâncreas, por isso a necessidade do exame. "Se a pedra atingir o pâncreas, a minha irmã corre sério risco de morrer", afirma Sidneia.

O protesto dos familiares e amigos também é porque o médico teria informado que Simone receberá alta neste sábado (3). "Viemos até a frente para impedir que ela saia do hospital", disse Sidneia. Ela conta que Simone sofre de problemas renais há mais de dois anos e as crises são frequentes, assim como as idas ao hospital de Gaspar sem que a cirurgia fosse autorizada pelo SUS. "Minha irmã está esperando essa cirurgia há quase dois anos, se mandarem ela de novo para casa vai piorar e pode morrer em casa", desabafa Sidneia. A família também apela à Secretaria Municipal de Saúde para que se posicione e resolva a situação que vem se arrastando há quase dois anos. 

Hospital se posiciona

Procurada pela reportagem, a direção do Hospital de Gaspar respondeu por meio de nota oficial. De acordo com a instituição, a paciente deu entrada no Pronto Atendimento no dia 26 de junho, relatando dores agudas e sintomas de Urolitíase. "A instituição procedeu o atendimento médico com realização de exames de imagem e laboratoriais necessários para assegurar o diagnóstico preciso".

A nota segue afirmando que foi graças ao atendimento médico que constatou-se a necessidade da realização do procedimento CPRE. "O procedimento é realizado em hospitais da região de forma particular e não pelo SUS", informa a nota.

A direção disse ainda que, juntamente com a equipe psicológica, a necessidade do exame foi comunicado à família e orientada como proceder e onde poderia ter o apoio para a realização do procedimento. Sobre o fato do médico ter dado alta, o hospital nega. "A paciente segue com acompanhamento médico e sem previsão de alta".


A nota do hospital na íntegra

O Hospital de Gaspar informa que, referente ao atendimento prestado à paciente Simone de Oliveira Torquato, que deu entrada no Pronto Atendimento relatando dores agudas e sintomas de Urolitíase, a instituição procedeu o atendimento médico com realização de exames de imagem e laboratoriais necessários para assegurar o diagnóstico preciso. 

Graças ao atendimento médico, constatou-se a necessidade da realização do procedimento CPRE. O procedimento é realizado em hospitais da região de forma particular e não pelo SUS. A direção do hospital, juntamente com a equipe psicológica, comunicaram a família, orientando em como proceder e onde poderiam ter o apoio para a realização do procedimento. 

A paciente segue com acompanhamento médico e sem previsão de alta. O Hospital de Gaspar reforça o seu compromisso com o atendimento à comunidade de forma humanizada, completa e ampla.