Museu de Arte de Blumenau abre a última temporada do ano no dia 12

Serão cinco mostras que ocuparão as cinco salas do espaço

Por Alexandre Melo

As mostras ocuparão as cinco salas do museu, localizado no centro da cidade

O Museu de Arte de Blumenau (MAB) abre na próxima quinta-feira, dia 12, às 19h, a 5ª e última Temporada de Exposições de 2026. São cinco mostras que ocuparão as cinco salas do museu, com obras do acervo e de artistas de diferentes trajetórias. A visitação é gratuita, de terça a domingo, das 10h às 16h, até 31 de janeiro.

A temporada tem como eixo “Matéria, Tempo e Pulsão: Entre o Visível e o Invisível” e reúne trabalhos que atravessam memória, natureza, tecnologia, espiritualidade e processos de transformação.

Na Galeria Municipal de Arte/Sala Alberto Luz, “Elas no Acervo: Percursos entre Figuras, Formas e Abstração” reunirá obras de mulheres que integram a coleção do museu, em um percurso entre figuração, abstração, gesto e forma.

Na Sala Pedro Dantas, Marcelo Urizar apresenta “O que importa é o coração”, com pinturas de cor intensa e dimensão espiritual, em que cor, gesto e matéria tratam de emoção e memória.

A Sala Roy Kellermann receberá “Floresta Cyberpunk”, de Marc Engler, que tensiona natureza e tecnologia com materiais reutilizados e estruturas geométricas, discutindo consumo, produção e descarte.

Na Sala Elke Hering, Ana Spett apresentará “te.re.bran.tes”, feito de papéis antigos, perfurações e figuras de ferramentas — composição sobre vestígios, desgaste e vulnerabilidade.

A Galeria do Papel recebe “Canteiro”, de Luciana Ferreira, com as instalações “BiXos d’obra” e “Pendentes aprumados”. A artista aproxima construção, germinação, transformação e destruição em um espaço que sugere nascimento, crescimento e reinvenção.

Para a gerente do museu, Mia Ávila, as cinco mostras se aproximam pela relação com a matéria e com o tempo. “Em algumas, o tempo aparece como memória e vestígio; em outras, como passagem, desgaste ou possibilidade de mudança. Natureza e tecnologia, figuração e abstração, matéria e espiritualidade também entram em diálogo.”