Audiência debate a segurança
Pais e professores relataram preocupação com a falta de segurança nas escolas da rede municipal
A segurança nas escolas e nos Centros de Desenvolvimento Infantil (CDIs) da rede municipal de Ensino de Gaspar foi tema de audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores na quinta-feira (29). O encontro reuniu pais, representantes da comunidade escolar, profissionais da educação, autoridades e vereadores para discutir as condições de segurança nas unidades de ensino e apresentar sugestões para prevenir ameaças e possíveis invasões.
A preocupação com o tema foi, simbolicamente, demonstrada por um grupo de mães que compareceu à audiência vestindo roupas pretas e carregando uma mensagem em defesa da proteção dos estudantes: “Nossas crianças precisam de proteção, não de promessas”.
A audiência foi motivada pelo Requerimento nº 188/2026, de autoria dos vereadores Thímoti Thiago Deschamps (União), Roni Jean Muller (MDB) e Giovano Borges (PSD). A abertura dos trabalhos foi conduzida pelo presidente da Casa Legislativa, Ciro André Quintino (MDB).
Pais relatam insegurança
Durante a audiência, pais de alunos relataram insegurança diante das ameaças e apontaram situações que, na avaliação deles, comprometem a proteção das crianças. Tâmara Becher, mãe de uma criança atendida pelo CDI Vovó Lica, questionou se os profissionais da educação estão preparados para lidar com situações de risco. “Os profissionais saberão o que fazer diante de uma ameaça?”, perguntou.
Já Helen Souza, mãe de um aluno do CDI Vovó Benta, chamou a atenção para possíveis falhas no controle de entrada das unidades. “Muitas vezes é liberada a entrada de pessoas sem tag”, afirmou.
Jucelene Nicoletti, moradora do Alto Gasparinho, defendeu a implantação de uma Guarda Municipal em Gaspar para reforçar a proteção das unidades de ensino e prevenir invasões.
A preocupação com a segurança também foi manifestada por Guilherme Rodrigo David, presidente da Associação de Pais e Professores (APP) da Escola Belchior. Ele chamou a atenção para a situação do bairro onde fica a instituição, especialmente pela distância em relação ao centro de Gaspar. “Meu bairro está à mercê. Não se vê uma viatura, um acompanhamento de guardas de trânsito”, afirmou.
Entre as sugestões, mencionou a possibilidade de instalação de uma base policial mais próxima da região, a exemplo da estrutura da Polícia Militar no bairro Fortaleza. “É preciso esperar acontecer uma tragédia pra tomarmos uma medida?”, questionou. Guilherme também apontou a falta de fiscalização do trânsito nas proximidades da escola e relatou a ocorrência de dois acidentes em frente à unidade.