Alunos criam sistema para monitorar ruído em sala de aula

Projeto mede o som das aulas e mostra que o excesso de barulho está acima do limite recomendado

Por Maria Eduarda Muller

Nem toda sala de aula é silenciosa.

Assista aqui a matéria completa.

Nem toda sala de aula é silenciosa. O excesso de barulho pode atrapalhar o rendimento dos alunos e causar malefícios à voz dos professores. Essa foi a conclusão a que chegaram os alunos das escolas Honório Miranda e Ivo D’Aquino. A partir disso, eles desenvolveram o projeto SoundGuard, um sistema de monitoramento de ruído em sala de aula utilizando o micro:bit.


Thiago, Samuel e Vinícius junto com os professores Guilherme Dornelles e Francielli Dornelles desenvolveram por meio do Clube Code Breakers. O projeto nasceu de uma queixa comum entre alunos e professores: o barulho durante as aulas. Para investigar o problema, os próprios alunos programaram uma pequena placa eletrônica, o micro:bit, para medir os níveis de som durante as aulas e comparar os resultados com os limites estabelecidos pelas normas técnicas ABNT NBR 10152 e NR-15.
Foram realizadas 28 medições em 7 turmas. Todas ultrapassaram os 85 decibéis, com uma média de picos próxima a 115 dB e um máximo de 125 dB. Em uma única aula, foram registrados 92 momentos acima do limite.


A professora Francielli, do Honório Miranda, explica que a parceria surgiu entre as escolas, porque no Ivo D’Aquino tem um laboratório de Tecnologia e no Honório tem um laboratório Maker. Então, eles tiveram a ideia de levar também para a escola Honório Miranda, pois o aluno Vinícius é público-alvo da Educação Especial. “Ele tinha essa queixa de sensibilidade auditiva”, observa a professora.


O projeto foi inscrito em algumas feiras, além da feira de matemática também participou do VII Congresso Internacional da RIEOnLIFE, em Florianópolis, evento que reuniu pesquisadores e educadores do Brasil e do exterior para discutir Inteligência Artificial e Educação, com apoio de instituições como UFSC, IFSC, Unisinos e Sebrae.
O estudo, desenvolvido pelos alunos, mostra que a própria escola pode monitorar o problema com uma solução de baixo custo. O ruído excessivo está associado à queda no rendimento da leitura e ao desgaste da voz dos professores.

Siga o JM no instagram