Prefeitura de Gaspar alerta para cuidados com o caramujo-africano

Com o aumento das chuvas e da umidade, atenção deve ser redobrada para a presença dos animais em quintais e áreas externas

Por Alexandre Melo

Cuidados com o caramujo-africano

Com o aumento das chuvas e da umidade, a Prefeitura de Gaspar, por meio da Secretaria de Saúde, orienta a população a redobrar os cuidados com a presença do caramujo-africano. As condições mais úmidas podem favorecer o aparecimento desses animais, especialmente em quintais, jardins e locais com vegetação, entulhos ou outros materiais que sirvam de abrigo.

O caramujo-africano não é venenoso, porém pode atuar como hospedeiro intermediário de duas espécies de vermes que, se transmitidos ao ser humano, podem causar doenças graves. Entre os sintomas estão paralisia do sistema nervoso, dores abdominais, febre prolongada e vômitos. A contaminação pode ocorrer pela ingestão de alimentos que tiveram contato com o caramujo e não foram higienizados adequadamente, ou pelo contato direto com o molusco.

Por isso, a principal recomendação é nunca tocar nos caramujos diretamente com as mãos. A coleta deve ser realizada manualmente, sempre utilizando luvas de borracha ou outra proteção adequada. Os ovos também devem ser recolhidos, já que podem permanecer no ambiente e contribuir para a proliferação dos animais.

A coleta deve ser realizada com frequência e pode incluir áreas residenciais, agrícolas, capoeiras, bordas de matas e brejos. Durante o manejo, a orientação é não comer, beber ou fumar. Em caso de contato acidental, as mãos devem ser lavadas imediatamente com água e sabão.

Descarte correto
Após a coleta, os caramujos devem ser colocados em um balde com água e água sanitária, onde devem permanecer até se decomporem. Somente após esse processo, os animais devem ser acondicionados em sacos plásticos e descartados no lixo comum. As conchas também devem ser quebradas antes do descarte, utilizando um martelo ou pisando sobre elas com calçado adequado, como tênis ou botas.

A população também deve ficar atenta aos locais que podem servir de abrigo para os animais. A manutenção dos terrenos e quintais limpos, com a retirada de entulhos, folhas e outros materiais acumulados, ajuda a reduzir os locais onde os caramujos podem se esconder.

A Vigilância Ambiental reforça que o combate ao caramujo-africano não é responsabilidade apenas dos órgãos públicos. Quando os animais são encontrados em residências ou terrenos particulares, cabe ao proprietário adotar as medidas necessárias para a eliminação e o manejo adequado.

Além das orientações realizadas pelos agentes de endemias, também foram distribuídos materiais informativos aos moradores, com informações sobre a identificação, coleta, manejo e descarte correto dos caramujos e seus ovos. A iniciativa busca ampliar o acesso às informações e reforçar os cuidados que podem ser adotados pela população.

A Secretaria de Saúde reforça ainda que o trabalho dos agentes de endemias vai além das ações relacionadas ao Aedes aegypti. Os profissionais também orientam a comunidade sobre o manejo de outros animais e situações que podem representar riscos à saúde.

Em caso de dúvidas sobre o manejo do caramujo-africano, a população pode entrar em contato com a Vigilância Ambiental pelo telefone (47) 3091-2100.