Tatuador preso em Balneário Camboriú é suspeito de 19 estupros
Relatos das vítimas envolvem também agressões físicas, perseguição, humilhações e violência psicológica
Um homem, de 47 anos, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (30) em Balneário Camboriú. Ele é apontado como responsável pelo estupro de uma ex-companheira na cidade de Torres-RS e passa a ser alvo de uma investigação que reúne outras denúncias graves. O suspeito trabalhava como tatuador, mas também se dizia corretor de imóveis e músico.
Segundo a apuração, os relatos atribuídos a ele envolvem também agressões físicas, perseguição, humilhações e violência psicológica. Os casos ganharam repercussão depois que a irmã do suspeito criou uma página na rede social - Verdade Seja Dita -onde vítimas de Vinicius passaram a compartilhar depoimentos com diferentes acusações.
No parecer que pediu a prisão preventiva do suspeito, o Ministério Público do Rio Grande Sul destacou que a investigação policial reuniu elementos indicativos da ocorrência de crime contra a dignidade sexual. Conforme os autos, a vítima apresentou relato considerado detalhado e coerente sobre as violências sofridas. Entre os fatos apurados está a suspeita de que ela tenha sido obrigada a manter relação sexual sem consentimento, além de ter sido ameaçada, agredida e filmada contra a própria vontade.
Relatos de outras mulheres
A investigação indica que há apurações sobre crimes contra outras 19 mulheres. Os episódios teriam ocorrido ao longo dos últimos anos e incluem violência sexual, além de comportamentos de controle e intimidação descritos pelas vítimas.
Os relatos mencionam ocorrências nas cidades gaúchas de Torres, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul e Cachoeirinha. A divulgação desses casos ampliou a pressão sobre as autoridades e levou ao avanço das apurações em diferentes frentes.
Denúncias já apresentadas à Justiça
O Ministério Público do Rio Grande do Sul já havia denunciado o homem três vezes. A primeira denúncia foi oferecida em 1º de setembro do ano passado, a segunda em 1º de abril e a terceira em 9 de junho.Todas as ações seguem em análise pelo Judiciário. Mesmo com as denúncias anteriores, o suspeito estava em liberdade até a decretação da prisão preventiva nesta quinta-feira.