Gaspar aprova projeto para divulgar Entrega Legal para adoção em unidades de saúde

Proposta de autoria da Vereadora Eli Antunes (PL) institui orientações sobre Entrega Legal para Adoção nas unidades de saúde

Por Redação JM

Proposta institui orientações sobre Entrega Legal para Adoção nas unidades de saúde

No último dia 25 de maio foi celebrado o Dia Nacional da Adoção. Segundo dados do Painel de Acompanhamento do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), em Santa Catarina, há 2.027 crianças e adolescentes acolhidos em instituições. Desses, 328 estão aptos à adoção e 255 já se encontram em processo de adoção. O Estado contabiliza ainda 2.690 famílias habilitadas para adotar.

A chamada Entrega Legal para Adoção é um mecanismo previsto em lei que permite a gestantes ou mulheres no período pós-parto que não desejam exercer a maternidade entregar voluntariamente o bebê à Justiça da Infância e da Juventude, garantindo segurança jurídica, acolhimento e acompanhamento especializado durante todo o processo.

Com o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre esse direito e evitar situações de abandono e adoções irregulares, a vereadora Elisete Amorim Antunes (PL) apresentou o Projeto de Lei Ordinária nº 30/2026, que prevê a instalação de placas informativas e comunicados sobre a Entrega Legal para Adoção em todas as unidades públicas de saúde do município. O projeto foi aprovado pelos vereadores durante a 20ª Reunião Ordinária, realizada nesta terça-feira, 16.

As placas deverão informar que a entrega voluntária de um filho para adoção, inclusive durante a gestação, não constitui crime. Também deverão constar o endereço e o telefone atualizados da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Gaspar, órgão responsável por conduzir o procedimento de forma legal, sigilosa e humanizada.

Mãe de um jovem adotado, Elisete ressaltou que a divulgação da Entrega Legal fortalece a proteção dos direitos de crianças e adolescentes e oferece às gestantes uma alternativa segura e acolhedora. “A informação pode evitar situações de risco e garantir mais proteção para todos os envolvidos”, afirmou a parlamentar.

Segundo os vereadores, muitas pessoas ainda desconhecem esse direito, o que pode contribuir para casos de abandono ou adoções realizadas à margem da legislação. O projeto busca justamente ampliar o acesso à informação e assegurar que mulheres em situação de vulnerabilidade encontrem orientação adequada no momento em que mais precisam.

A proposta também reforça a diferença entre a Entrega Legal e o abandono de incapaz. Enquanto a entrega voluntária ocorre dentro dos parâmetros legais e com proteção integral dos direitos envolvidos, o abandono é considerado crime previsto no Código Penal Brasileiro.