Dia Nacional da Costureira destaca importância da profissão e escasez de mão de obra no setor
A arte de unir tecidos e criar peças atravessou centenas de gerações
Nesta segunda-feira, 25 de maio, é celebrado o Dia Nacional da Costureira, uma data que reconhece uma das profissões mais antigas da humanidade. A arte de unir tecidos e transformar ideias em peças de vestuário atravessou gerações e, embora tenha sido por muito tempo associada ao trabalho doméstico, hoje segue como uma atividade vital para a indústria da moda e do vestuário. Gaspar, com um polo têxtil, reúne uma grande quantidade de profissionais da costura, embora a mão de obra tenha ficada mais escassa nos últimos anos.
Uma profissão que acompanha a história da moda
A costura ganhou novo impulso com a invenção da máquina de costura, em 1829, durante a Revolução Industrial. A partir daí, a produção em série de roupas se tornou possível e o setor têxtil passou por profundas mudanças. Mesmo assim, o trabalho manual, o acabamento delicado e a confecção sob medida mantiveram o papel das costureiras como profissionais indispensáveis ao mercado.
Ao longo do século XIX, a produção de roupas seguiu dois caminhos: de um lado, as encomendas personalizadas feitas à mão; de outro, a expansão do vestuário padronizado e industrializado. Essa divisão ajuda a explicar por que a costureira continua relevante até hoje, tanto em ateliês quanto em fábricas e confecções.
Importância econômica e valorização no mercado
Segundo entidades do setor, o trabalho das costureiras movimenta bilhões de reais por ano no Brasil. Essas profissionais atuam na indústria de vestuário, calçados e acessórios, desempenhando funções como confecção de amostras, operações especializadas e acabamentos. Em muitas cidades, também prestam serviços em casa ou como autônomas, atendendo empresas e clientes finais.
O mercado, no entanto, enfrenta a escassez de mão de obra qualificada. Com uma base tradicional envelhecida e menos jovens ingressando na profissão, cresce a procura por profissionais capazes de operar máquinas específicas, realizar pilotagem, fazer ajustes e trabalhar com moda sob medida. Nesse cenário, a costura também se fortalece como oportunidade de empreendedorismo e de renda estável.
Demanda alta em Gaspar e no Vale do Itajaí
Em Gaspar e em toda a região do Vale do Itajaí, importante polo têxtil de Santa Catarina, a demanda por costureiras industriais e de facção é elevada. Confecções locais relatam dificuldade para contratar profissionais aptas a atuar com malha, tecidos planos e pilotagem, o que reforça a relevância da formação técnica e da valorização do trabalho na área.
A homenagem ao Dia da Costureira, portanto, também é um reconhecimento à contribuição histórica dessas profissionais para a indústria, para a moda e para a sociedade.
Texto-base redigido por Bruna Lummertz Lima -Professora do Curso Técnico em Modelagem do Vestuário- IFSC Campus Gaspar e Doutora em Design pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul