Secretaria de Educação de Ilhota lança Protocolo de Combate às Situações de Racismo na Rede Municipal

Documento to traz as diretrizes básicas na defesa da igualdade, da educação e do reparo das relações, fortalecendo a cultura de paz

Por Alexandre Melo

Nenhuma criança ou jovem pode aprender plenamente se estiver exposto à discriminação ou ao medo

Ao reconhecer que o racismo ainda é uma barreira para o aprendizado e para o bem-estar de muitos dos estudantes, a Secretaria Municipal de Educação de Ilhota apresentou à comunidade o Protocolo de Prevenção e Enfrentamento ao Racismo na Rede de Ensino.

O documento foi desenvolvido para nortear as ações em todas as unidades escolares do município, oferecendo um caminho seguro para o acolhimento, a escuta e a resolução de conflitos de natureza racial.

"O protocolo tem o compromisso fundamental de garantir que as escolas de Ilhota sejam espaços de proteção, desenvolvimento e pleno exercício da cidadania. Educar é, acima de tudo, um ato de respeito à dignidade humana", afirma a SEMED.

Acesse aqui a Protocolo completo 

A secretaria explica que a implementação do protocolo atende não apenas às legislações vigentes (Leis 10.639/03 e 11.645/08), mas a um imperativo ético. "Nossa gestão compreende que escola é lugar de segurança: Nenhuma criança ou jovem pode aprender plenamente se estiver exposto à discriminação ou ao medo", afirma o documento, acrescentando que mais do que punir quem comete o crime da discriminação, a ideia é educar e reparar relações, fortalecendo a cultura da paz. 

O protocolo é público e deve ser conhecido por todos. Ele define como identificar situações de preconceito e quais são os canais oficiais para que a escola e a secretaria intervenham de forma célere e justa.

Escolas devem seguir o mesmo fluxo

A SEMED reforçou ainda que todas as escolas da rede municipal agora seguem o mesmo fluxo, garantindo que nenhum caso de racismo seja silenciado ou minimizado por falta de orientação.

Por fim, convida pais, mães, responsáveis e profissionais da educação a se tornarem um agente de mudança. "O combate ao racismo é um dever institucional, mas sua eficácia depende da parceria com as famílias. Juntos, estamos construindo uma educação que não apenas ensina a ler e escrever, mas que ensina a respeitar e a valorizar a diversidade que compõe o povo brasileiro", finaliza.