Homem que se dizia "líder religioso" é preso suspeito de abuso sexual em Gaspar
As Polícias Civil e Militar prenderam na tarde desta quarta-feira, dia 11, um homem de 63 anos suspeito de abusar sexualmente de várias vítimas em rituais religiosos. A prisão ocorreu em ação batizada de “Operação Santidade”, que cumpriu mandado de prisão preventiva e busca domiciliar.
Segundo a investigação feita pela Polícia Civil, o homem, que se dizia líder religioso, realizava rituais na cidade de Gaspar, aproveitando-se da fé, vulnerabilidade e do grande abalo psicológico das vítimas, para manipulá-las a realizar atos sexuais com ele, mediante fraude.
A Delegacia de Gaspar já possuía um inquérito do ano de 2024 acerca dos abusos do referido líder religioso e, posteriormente, em 2025, instaurou novo inquérito policial, em que diversas mulheres relataram abusos cuja dinâmica eram muito parecidas. E, no curso dessa nova investigação, revelou-se que o suspeito já estava sendo processado por duas vítimas no Estado do Paraná, pelo mesmo tipo de abuso, motivo pelo qual, o Delegado, para garantia da ordem pública, representou pela prisão preventiva do investigado.
Na época, segundo apurou a reportagem do Jornal Metas, o homem conseguiu escapar. Ele teria fugido para o Oeste do Estado. Dois meses depois, retornou a Gaspar e acabou preso, na tarde desta quarta-feira, na Avenida Deputado Francisco Mastella, no bairro Sete de Setembro. De acordo com informações de uma das vítimas passada ao Jornal Metas, o homem residia no Bairro Poço Grande.
Prisão preventiva
A prisão preventiva do investigado foi cumprida pela equipe do Tático de Gaspar e realizadas as buscas, tendo sido apreendido também o celular do suspeito. O preso foi encaminhado ao presídio local, para submissão da audiência de custódia, que será realizada nas próximas 24 horas.
As polícias de Gaspar reforçam que a atuação conjunta das forças evidencia o firme combate à violência sexual na cidade de Gaspar.
O suspeito, se comprovada a sua culpa, será enquadrado n art. 215, do Código Penal, que é prática de conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.