Duelos das quartas de final iniciam com apenas uma seleção sul-americana
Argentina, atual campeã, é a única representante do Continente
Apenas oito seleções continuam sonhando com o título da Copa do Mundo de 2026. O mapa das quartas de final desenha uma clara soberania do Velho Continente, com seis representantes europeus (França, Espanha, Bélgica, Noruega, Inglaterra e Suíça), um africano (Marrocos) e um único sobrevivente da América do Sul: a Argentina, atual campeã do torneio. Os confrontos, que prometem extremo equilíbrio, começam a ser jogados nesta quinta-feira (9).
França e Marrocos abrem os duelos decisivos às 17h, no Gillette Stadium, em Boston. Os franceses chegam sob desconfiança após uma atuação burocrática diante do Paraguai, cuja vitória foi definida num gol de pênalti.
Do outro lado, a determinação marroquina surge como uma real ameaça ao favoritismo francês.
Na sexta-feira, dia 10, os holofotes se voltam para Los Angeles. No SoFi Stadium, a partir das 16h, a Espanha — apontada como uma das grandes forças do torneio — enfrenta a Bélgica. Os belgas chegam embalados e com a moral elevada após aplicarem uma goleada por 4 a 1 sobre os donos da casa, os Estados Unidos.
Vai ter drama argentino?
O sábado, dia 11, encerra a fase de quartas de final com duas grandes partidas. Às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami, a Noruega, liderada pelo artilheiro Erling Haaland, enfrenta a Inglaterra. Os ingleses carimbaram a vaga após um susto: abriram 3 a 0 contra o México, mas viram os latinos marcarem duas vezes e flertarem com o empate nos minutos finais.
Já a Noruega, dispensa mais informações. Simplesmente deram uma aula tática e de estratégia diante do apático time brasileiro e merecidamente carimbaram passaporte para as quartas de final, adiando por mais quatro anos o sonho do hexa do Brasil.
Mais tarde, no sábado, às 22h, Argentina e Suíça fecham a rodada no Arrowhead Stadium, em Kansas. Assim como na fase anterior, quando eliminaram Cabo Verde na prorrogação (3 a 2), os “Hermanos” protagonizaram o roteiro mais dramático das oitavas de final. Até os 33 minutos do segundo tempo, os argentinos perdiam por 2 a 0 para o Egito. Em uma reação histórica, liderada por Lionel Messi, movida a garra, buscaram o empate e a virada histórica em um intervalo de apenas 15 minutos, com o gol da vitória saindo no apagar das luzes, evitando mais uma prorrogação. Messi, que hvia errado um pênalti quando a Argentina perdia por 1 a 0, marcou o gol de empate e segue na artilharia do torneio, com oito gols assinalados.
A adversária Suíça também passou pelo teste dos nervos ao eliminar a Colômbia nos pênaltis por 4 a 3, depois de 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.
O confronto entre argentinos e suíços traz um reencontro histórico: a última vez que as duas seleções se cruzaram em Mundiais foi nas oitavas de final de 2014, no Brasil, quando a Argentina venceu na prorrogação com um gol memorável de Ángel Di María. Naquela Copa, a Argentina foi finalista. Das oito seleções ainda na briga, quatro já conquistaram o maior torneio de futebol do mundo: França, Argentina, Inglaterra e Espanha.