Previsão de 100 mil habitantes em 20 anos

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Acompanhar o crescimento do Vale Europeu é um dos grandes desafios para os próximos anos. A previsão é que em duas décadas Gaspar atinja 100 mil habitantes. Segundo a prévia do censo do IBGE, a população já passa de 73 mil habitantes.
A cidade tem 386,35 km² - é uma das maiores em extensão territorial do Vale Europeu, porém, mais da metade - 263,37 km² - ainda se encontra em área rural. A rizicultura é o principal produto agrícola do município. Enquanto a cidade se espalha em todas as direções, cabe ao poder público estabelecer um ordenamento territorial que possa promover o crescimento sustentável. Quem vive em Gaspar já percebeu a proliferação de loteamentos populares nos últimos anos. Se por um lado ameniza um dos graves problemas da cidade: o déficit habitacional, por outro preocupa do ponto de vista social e ambiental. Segundo a Prefeitura, sete loteamentos estão em construção, o que totaliza 1.365 lotes. Outros 24 pedidos de licença estão em análise na Secretaria de Planejamento Territorial.

Posição geográfica
A posição geográfica da cidade é um atrativo. Gaspar é cortada por uma rodovia federal, a BR-470, que liga o litoral ao Oeste, por onde passa boa parte da produção do agronegócio catarinense. Outras duas rodovias estaduais, a Jorge Lacerda, SC-412, que liga Gaspar a Blumenau; e a Ivo Silveira, SC-108, de Gaspar a Brusque, completam a malha rodoviária. Embora precisem de melhorias, essas rodovias atraem, a cada dia, mais empreendimentos, pois facilitam o deslocamento para importantes cidades, como Blumenau, Joinville e Florianópolis e as portuárias Itajaí e Navegantes.


O desafio de melhorar a mobilidade

Se continuar sem investimentos em mobilidade, a cidade para. O alerta vem sendo dado há bastante tempo. Essa tem sido uma pauta recorrentel. Se já existe dificuldade no trânsito em horários de pico, a tendência é piorar nos próximo anos, com o aumento populacional. O Anel de Controno, a duplicação da BR-470, a revitalização da Rodovia Ivo Silveira (SC-108) e até uma terceira ponte sobre o Itajaí-Açu são desafios dos governos. Embora a duplicação da BR-470 seja uma obra federal, é o município que arca com os prejuízos na demora da conclusão. “Não é uma obra simples, a 470, até por conta do solo que tem ao longo de todo o trajeto traz uma série de desafios. Além disso, têm algumas situações pontuais, que são importantes para a cidade, como as marginais, os acessos às ruas, acesso às empresas, novos empreendimentos que estão surgindo e que precisam desse apoio, desse suporte”, diz o prefeito Kleber Wan-Dall, que iniciou em seu primeiro governo a obra do Anel de Contorno, mas que também vai precisar de recursos estadual e federal para a conclusão, assim como a revitalização da Ivo Silveira, que liga Gaspar a Brusque e que pode se tornar a Rodovia da Moda Infantil.