Hospital continua a atender 'no vermelho'

Mesmo após ser fechada e reformada, a casa de saúde ainda não consegue ser autosustentável

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Assim como em todo o País, a questão da saúde pública em Gaspar também enfrenta grandes dificuldades. Na cidade, o maior problema é em relação ao Hospital de Gaspar que até hoje, após ficar de portas fechadas e passar por reforma e uma reestruturação, não consegue se manter financeiramente. A crise no hospital da cidade veio à tona em 2006, quando novos membros assumiram o Conselho Administrativo do hospital. Na época, a dívida da casa de saúde ultrapassava dois milhões de reais. Além disso, seis plantonistas ameaçavam suspender os serviços no hospital por falta de remuneração.

Em março de 2007 a situação se agravou e o conselho administrativo decidiu fechar o hospital, após a decisão da juíza Ana Paula Amaro da Silveira, que determinou o fechamenro do Pronto Atendimento. Sem o PA funcionando, a situação financeira do Hospital de Gaspar se agravou ainda mais. Segundo o conselho, era do PA que vinha 80% da receita do hospital e, além disso, com o seu fechamento, o hospital perderia o convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS) e o repasse mensal feito pela prefeitura. A determinação da juíza aconteceu devido ao hospital não realizar o pagamento de sobreaviso aos médicos, além do fato do hospital ter apenas um médico por especialidade, o que significava que eles estariam cumprindo o sobreaviso todos os dias da semana, 24h por dia, o que não é permitido por lei.

Após uma longa espera, a comunidade voltou, enfim, a ser atendida no Hospital de Gaspar: as portas da "nova" casa de saúde foram abertas no dia 4 de janeiro de 2010. Durante dois anos e nove meses, entidades e empresas se uniram para conseguir arrecadar verbas para a obra, já que o hospital foi totalmente reformulado.

Apesar da estrutura moderna, o Hospital de Gaspar continuou com os antigos problemas. As reclamações da comunidade são recebidas constantemente pela equipe de redação do Jornal Metas. A situação financeira também não melhorou e a casa de saúde atende "em alerta".

Outras coisas, porém, evoluíram. Novas unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF) foram inauguradas e ampliadas no município, como a obra no bairro Gaspar Grande. Além disso, está sendo construída, no bairro Sete de Setembro, uma Policlínica. O local centralizará uma série de serviços na área da saúde, facilitando o atendimento ao cidadão. Já a Rede Feminina de Combate ao Câncer, depois de muitos anos de espera, conseguiu inaugurar a sede própria. Construída na Rua São José, no Centro da cidade, o local abriu as portas no dia 1º de outubro do ano passado.