Cesta básica sobe em ritmo mais lento

Na comparação de três meses atrás, a alta foi de 7,31%

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Uma das contas mais altas das famílias brasileiras geralmente é com o supermercado. Os preços altos de alguns produtos, muitas vezes indispensáveis no dia a dia, acabam jogando o valor a ser pago no caixa lá para cima, por isso é sempre bom pesquisar antes de sair às compras.
O Procon de Gaspar divulga uma pesquisa de preço com os 40 itens que compõem a cesta básica. O trabalho realizado pelo o órgão visa monitorar o mercado e estimular o consumo consciente a partir da pesquisa prévia. Este mês, a pesquisa foi realizada no dia 15 de março, em sete supermercados da cidade, e mostra que para os consumidores que pesquisarem, a economia pode chegar até a R$ 48,53 do mercado com a cesta básica mais cara para o estabelecimento mais em conta.
A pesquisa contempla itens como frios, hortifrúti, granja, alimentos, higiene pessoal e limpeza. Em Gaspar, a cesta básica com o menor preço pode ser encontrada a R$ 267,63. Vale destacar que o Procon leva em consideração o menor valor encontrado por produto, sem considerar a marca. Já a cesta básica mais sai por R$ 316,16. A média de preços ficou em R$ 293,60.
Em 7 de dezembro, quando a última pesquisa foi divulgada, a cesta básica estava custando R$ 249,39, ou seja, houve um aumento de 7,31% em três meses.
O produto mais caro da cesta básica neste mês de março é o alho. Em um supermercado, o produto está sendo vendido a R$ 22,89 o quilo. Já no estabelecimento mais em conta, o quilo cai para R$ 13,79. Outro produto com grande variação de preço é o pacote de sabão em barra com cinco unidades. Em um mercado o item é vendido por R$ 20,99; já no mercado em que o produto está mais barato, o mesmo produto pode ser encontrado pela metade do preço: R$ 10,99.
Entre os itens mais caros da cesta básica ainda estão o açúcar refinado de cinco quilos; o arroz parboilizado tipo 1 de cinco quilos; e a farinha de trigo de cinco quilos. O estabelecimento mais em conta vende o açúcar a R$ 16,99. Já o arroz pode ser encontrado por R$ 17,75 em outro estabelecimento e o trigo está sendo comercializado a R$ 17,29.
De acordo com a superintendente do órgão, Maiara Polla dos Santos, a pesquisa tem o objetivo de contribuir com o consumidor. “O intuito desse trabalho é ajudar, especialmente, as pessoas que precisam administrar os gastos com um salário mínimo. O consumidor poderá trocar os produtos mais caros por outros similares, visitar outros comércios, usar encartes promocionais. Enfim, todo o esforço pode ser despendido para fugir do preço alto de determinado alimento”, pontua Maiara.
A pesquisa completa, com outros produtos e nome dos estabelecimentos comerciais pode ser encontrada no site da prefeitura de Gaspar.



Recomendações do Procon

O Procon recomenda que o consumidor compare o preço por unidade de medida constante nas etiquetas dos produtos para obter uma maior economia. O cidadão também deve ficar atento à data de validade dos produtos, principalmente os que estiverem em promoção para não comprar alimentos em grande quantidade e não conseguir consumir dentro do período estipulado.


Serviço

O Procon segue vigilante para coibir práticas que destoem do código de defesa do consumidor. Denúncias podem ser realizadas pelo telefone (47) 3091-2084 ou pelo 151, além disso o órgão mantém o WhatsApp (47) 3332-9539 para envio de mensagens, ou presencialmente na sede do órgão localizado no Paço Municipal.