Edição 696

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Bate-bola
Trocando em miúdos alguns causos dessa Copa do Mundo, “O futebol é uma caixinha de surpresas”, diz o velho chavão. Porém, esse mundial nos mostrou que os deuses do futebol às vezes resolvem seguir o lema da justiça: “é cega, mas enxerga no escuro” e desta forma vemos uma França que chegou na África do Sul pela porta dos fundos, bem próxima de dar adeus de forma melancólica.
Já a tão badalada e enaltecida pela imprensa, Espanha, tropeçou e pode também se complicar daqui pra frente. Futebol eles têm, já camisa...
E por falar em camisa e tradição parece que a celeste olímpica, quer renascer após décadas nos ostracismo. Acabou com o sonho dos Bafana-Bafana e garantiu uma vaga de técnico no Fluminense, caso Muricy Ramalho, não vá bem no Brasileirão, depois da Copa, é claro.
Deixando as brincadeiras à parte, é curioso como a mídia é benevolente com a desorganização da Copa na África e perversa com a futura Copa de 2014 no Brasil. Lá os problemas parecem não ter relevância, enquanto aqui tudo já está começando errado.
Na verdade, temos que olhar para o sul-africanos e pensar em não repetir seus erros. Não foi assim no Pan 2007, quando repetimos deslizes, da edição anterior em Santo Domingo, na República Dominicana. Agora se houver falhas em 2014, o ataque será muito maior e as cobranças também, porque em seguida teremos uma Olimpíada. Mas como aqui é Brasil sempre se dá um jeitinho. É aí que mora o perigo.

Seleção Brasileira
Bastou uma vitória minguada contra a Coréia do Norte para que a imprensa caísse de pau em cima do técnico Dunga. Ouvi, um dia depois do jogo de estreia, um comentarista de uma emissora de TV dizer que o Brasil precisava ganhar de qualquer jeito da Costa do Marfim sob pena de ficar fora da próxima fase. Olhando para os números, realmente um empate contra Costa do Marfim nos coloca na condição de vencer Portugal, nosso último e mais forte adversário para não depender de nenhum outro resultado paralelo já que o critério de desempate é saldo de gols. Neste caso, o Brasil só venceu os norte-coreanos por 2 a 1. Se empatar com os africanos, e eles vencerem a Coréia por 2 a 0, por exemplo, já estamos em segundo lugar. Se Portugual vencer por 2 a 0 os norte-coreanos, o Brasil, obrigatoriamente, precisaria vencer o próprio Portugal na última rodada. Na verdade, é tudo especulação até a hora da bola rolar, mas vejam como aquele golzinho que levamos no final do jogo pode até nos levar para a casa.