Origem Verificada: o selo que ajuda, mas não blinda
Você já atendeu uma ligação de número desconhecido e, do outro lado, alguém dizia ser do seu banco? A “Origem Verificada” nasceu para combater isso. Trata-se de um sistema, regulado pela Anatel, em que empresas que fazem ligações em massa (bancos, operadoras, lojas) cadastram seus números e se identificam. Na tela do celular, o consumidor passa a ver o nome da empresa, o logotipo e, em alguns casos, o motivo da chamada.
Mas atenção: o selo não é garantia absoluta. Golpistas se adaptam, tentam clonar linhas ou contam com a sua confiança no “visto” do aparelho. Além disso, nem todas as empresas aderiram, e nem todo celular exibe a identificação. Ligação sem selo não é, necessariamente, golpe; com selo, não é, necessariamente, segura.
Juridicamente, o Código de Defesa do Consumidor impõe às empresas o dever de segurança (art. 14), e a LGPD reforça a proteção dos dados. Se o vazamento de informações permitiu o golpe, a instituição pode responder pelos prejuízos.
Dicas para se proteger:
1.Nunca informe senhas, códigos de SMS ou tokens. Nenhuma empresa séria pede isso por telefone.
2.Desconfie da urgência.”Sua conta será bloqueada agora” é frase típica de golpe.
3.Desligue e retorne pelo canal oficial, usando o número do cartão ou o aplicativo do banco.
4.Não clique em links enviados durante ou após a ligação.
5.Ative a verificação em duas etapas em aplicativos e redes sociais.
6.Bloqueie telemarketing em naomeperturbe.com.br.
7.Guarde provas: prints, protocolos e gravações.
Caiu no golpe? Registre boletim de ocorrência, avise o banco imediatamente e procure o Procon ou um advogado de sua confiança.
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Advogada
Especialista em Direito do Consumidor