O Golpe da falsa renegociação do consignado

Por Alexandre Melo

Direito do Consumidor

O golpe mais denunciado nos Procons hoje não oferece crédito novo. Promete diminuir o que você já paga.
A vítima recebe WhatsApp de suposto correspondente bancário: “Vamos reduzir sua parcela do consignado e ainda liberar um troco”.
O criminoso contrata, em seu nome, um novo empréstimo maior. O valor cai na sua conta. Aí vem o truque final: “Para concluir a portabilidade, estorne o valor para esta conta de quitação”. Essa conta é de um laranja.
Resultado: você fica com duas dívidas. A antiga não foi quitada, a nova já está sendo descontada e o dinheiro do “estorno” sumiu. É o golpe da falsa portabilidade.

Como se proteger

Banco não pede PIX de estorno. A quitação entre bancos é interna. Nunca devolva dinheiro para conta de pessoa física ou CNPJ desconhecido.
INSS não liga oferecendo dinheiro. INSS não chama no WhatsApp para restituir valores ou renegociar.
Nunca mande selfie com documento. Esse é o gatilho para a assinatura eletrônica fraudulenta. Ative o bloqueio de consignado no app Meu INSS.

Caiu no golpe?

A lei te ampara. É prática abusiva se valer da vulnerabilidade do consumidor (art. 39, IV do CDC) e falha de segurança do banco (art. 14 do CDC). O banco responde mesmo que o golpe seja de terceiro.

Aja rápido: faça B.O., acione o bloqueio do PIX (MED) no seu banco, avise o Procon e conteste por escrito no banco oficial, exigindo que a devolução seja feita só para a própria instituição. Guarde tudo: prints, números e comprovantes.
Regra de ouro: consignado só se negocia presencialmente no seu banco.

Consumidor bem informado, cidadão respeitado!