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Edição 652 - Metas nos Bairros N103

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A foto foi publicada na edição 97 do Metas nos Bairros, neste mesmo espaço. A legenda afirmava tratar-se da primeira turma de professores da Escola Vitório Anacleto Cardoso. Na verdade, refere-se à reunião de professores de Gaspar - Grupo Escolar Professor Honório Miranda (1939), conforme o livro “Educação - Retratos de Um Povo”, publicado por ocasião dos 50 anos das irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição” em Gaspar. Sentados: Ir. Julita, Ir. Serena, Celso Rila (Inspetor Escolar), Leopoldo Schramm (prefeito), Bernadino Pamplona Sobrinho (Exator Estadual), Moacir Oringe e Ana Lyra (D. Neta). Atrás, outros professores: Mafisa Cláudio, Frida da Silva, Elsa Schramm, Ana Pamplona, Alice Klock, Elsa Schmitt, Erica Muller, Arlindo Zimmermann, Bertoldo dos Santos, Vitório A. Cardoso, entre outros.

Opinião
A ética tornou-se objeto de vários debates, preocupações, discussões, análises e críticas nos últimos tempos e nos mais variados meios da sociedade. Estamos em estado total de perplexidade diante da quantidade exorbitante de condutas antiéticas difundidas cotidianamente.
Se ainda ficamos atônitos é porque temos a ciência exata do que é correto e errado. E, se sabemos disso, nosso compromisso e missão é praticar no dia-a-dia o respeito ao próximo e a ética. Cabe a cada um questionar a si mesmo. Será que praticamos os mesmos valores que cobramos dos outros?
Será que a ética não tem sido muito praticada, encontrando-se os valores da sociedade inteiramente desvirtuados? Será que nossos valores se modificaram? Está prevalecendo a ambição, o imediatismo e a ostentação? Será que estamos desprovidos de dignidade, de honra, de consideração, de respeito?
Ser ético é agir com correção, fazendo o correto sem prejudicar os outros. A ética tem que ser vivenciada. A honestidade (em qualquer momento e situação) deve ser acompanhada de eficiência para viabilizar a produção e qualidade das ações e atitudes.
Reflita e avalie os riscos antes de decidir, porque ser ético é assumir a responsabilidade por seu resultado. Agir corretamente é uma decisão pessoal. Cabe a cada um ser íntegro em qualquer circunstância, agindo de acordo com os seus princípios, mesmo nos momentos mais críticos e difíceis. Devemos cumprir nossos deveres, promessas e obrigações. Somente agindo com ética é que podemos mudar para melhor a nossa vida, a sociedade e o nosso país.
Cabe a cada um ser íntegro em qualquer circunstância...
Professor Marioly Mendes
Mestre em Gestão de Políticas Públicas

Ponto de vista
Os velhos novos problema

Mal começou 2010 e as fortes enxurradas acenderam o sinal de alerta nos moradores das áreas mais críticas de Gaspar. Os telefones da redação do Jornal Metas não param de tocar a cada chuva mais forte. Uma mistura de indignação e medo que uma nova tragédia possa atingir o Vale do Itajaí.
A cada enxurrada, a prefeitura mobiliza seus recursos humanos e técnicos para a limpeza e recuperação de ruas, valas, bocas-de-lobo, ribeirões e etc. Não se tem um levantamento de quanto custa aos cofres públicos recuperar a cidade depois de uma chuva forte, mas, seguramente, a conta vem aumentando.
Prevenir não parece ser o verbo conjugado pela maioria das prefeituras do Vale do Itajaí. Não existe, por exemplo, um projeto global de prevenção, muito menos uma campanha de educação para que os moradores não desmatem as encostas dos morros e não joguem lixo nas ruas e ribeirões. Estas ações predatórias agravam o problema. Além disso, por sua condição geográfica, dimensão territorial e ocupação desordenada, Gaspar sofre bastante com as chuvas de verão.
As notícias quase diárias na mídia de enxurradas, enchentes, vendavais, furacões e terremotos dão a exata dimensão das mudanças ambientais do planeta. A natureza parece que, enfim, decidiu reagir às agressões que vem sofrendo ao longo da história da humanidade.
Geólogos, meteorologistas, engenheiros florestais e ambientalista alertam, a todo momento, que o planeta passa por profundas transformações, boa parte delas causadas pela ação predatória do homem. As temperaturas acima do normal, nesta época do ano no Hemisfério Sul e muito baixas no Hemisfério Norte, são consequências. O resultado do calor por aqui são chuvas mais fortes e diárias. As catástrofes naturais, portanto, vão continuar ocorrendo, e num intervalo de tempo mais curto.  Elas fazem parte deste ciclo de renovação.  As administrações municipais precisarão investir em prevenção, a fim de minimizar os efeitos das catástrofes naturais. Não se pode mais esconder o problema debaixo de um guarda-chuva, sob pena do prejuízo futuro ser ainda maior.

Alexandre Melo
Editor Metas nos Bairros