Leitor
Edição 672
a Imagem
A foto acima tem mais de 100 anos e mostra uma Rua Coronel Aristiliano Ramos bem diferente dos dias de hoje. Na época, a família Wehmuth era uma das maiores de Gaspar, e ocupava boa parte da região central da cidade. O hotel da família ficava exatamente onde hoje está o Banco do Brasil, no início da rua. A foto foi cedida pela moradora da Aristiliano Ramos há mais de 50 anos, dona Laura Schöenfelder, 87 anos, proprietária do Bazar União.
Opinião
Recentemente, a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina confirmou a sentença que condenou o chefe do tráfico de um morro da Capital e mais cinco pessoas a penas que alcançaram 15 anos de reclusão, além da perda de bens e valores sequestrados, por associação com o tráfico ilícito de entorpecentes, lavagem de dinheiro, além da prática do ilícito de tráfico de drogas.
A decisão significa um importante marco na luta contra as organizações criminosas, principalmente se levarmos em conta que uma relevante parcela do sucesso deste caso se deveu ao emprego de avançada tecnologia adquirida pelo Ministério Público de Santa Catarina. A instituição tem se modernizado e buscado se aparelhar com equipamentos e softwares a serem utilizados no combate ao crime.
Aliás, essa mesma diretriz tem sido traçada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Gncoc), formado por membros dos ministérios públicos de todo o país, que foi criado em 22 fevereiro de 2002, após o atentado que culminou com a morte do promotor de Justiça Francisco Lins do Rego, que combatia facções criminosas que atuavam no ramo de combustíveis.
Para este enfrentamento, é necessário que o Estado atue de forma intensa com o uso de inteligência, usando modernas técnicas de combate ao crime organizado, sob pena de tornar a sociedade vítima da criminalidade.
A 22ª Reunião do Gncoc, que se realiza de 24 a 26 de março em Florianópolis, será um marco para um novo enfrentamento do Ministério Público brasileiro contra o crime organizado.
A instituição tem se modernizado e buscado se aparelhar para combater o crime
Gercino Gerson Gomes Neto
Procurador geral da Justiça de SC
Ponto de vista
Em defesa da vida
Já é hora de o poder público e a sociedade realizarem ações em defesa da vida. Assim, urge a implantação de políticas públicas visando ao aprimoramento da segurança do trânsito nas rodovias federais por meio de medidas, primordialmente, focadas nas causas do problema.
É de conhecimento público que a inadequação do comportamento humano é a principal causa de acidentes. Em razão disso, é imperiosa a realização de um trabalho contínuo de educação para convencer as pessoas sobre a importância de se adotar uma conduta responsável e prudente no trânsito, valorizando-se aspectos comportamentais, de consolidação de valores da cidadania, de respeito à coletividade e de cumprimento das regras de convivência.
Mas é preciso agir em outras frentes, já que mudanças culturais dessa dimensão demandam anos. O poder público tem um papel primordial, devendo neutralizar os efeitos negativos das ações humanas, bem como induzir as pessoas a manterem um comportamento seguro no trânsito. Para tanto, é fundamental a existência de estruturas eficientes de fiscalização e de efetiva punição dos infratores.
A infraestrutura viária deve ser melhorada. A duplicação de alguns trechos de rodovias federais ou a simples colocação de tachões para separar os fluxos opostos são medidas capazes de evitar ultrapassagens indevidas e, consequentemente, as colisões frontais.
Que a Década de Ação para a Segurança no Trânsito – de 2010 a 2020 não se torne apenas mais um objeto de retórica, mas, sim, possa marcar a mudança de uma era.
Leandro Andrade do Nascimento
Inspetor da Polícia Rodoviária Federal