Hum! Delícias de quitutes

Senhora de 71 anos, produz deliciosos doces caseiros no Bela Vista

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Nada melhor do que um biscoito caseiro para adoçar uma tarde. Edeltrudes Spengler Schramm, popularmente conhecida como dona Traute, sabe bem disso. Ela é especialista em fazer docinhos caseiros. No balcão da cozinha, ela tem vários potes cheios com seus quitutes para crianças e adultos se deliciarem.
A senhora de 71 anos faz rosquinhas trançadas, pão de mel e beijo baiano há para serem vendidos nas feiras de Blumenau e Balneário Camboriú. E em época de Natal, ela produz docinhos pintados que são uma delícia. Há mais de 20 anos que ela produz as receitas da família. “Só o beijo baiano é que fui aprender em um curso”, conta.
Moradora do bairro Figueira desde que casou, dona Traute adquire os ingredientes nos mercados da cidade e o mel vem especialmente de um cunhado. Ela produz os biscoitos duas a três vezes por semana, com a ajuda de Zilda Ramos, sua assistente há 12 anos. Antes de Zilda, quem colaborava com a produção de Edeltrudes era um dos filhos. Hoje, até o neto mais novo gosta de ajudar a avó doceira, e já está aprendendo a fazer pão de mel e os demais quitutes.
Dona Traute se interessou pelos docinhos ainda nova. Ela conta que sempre gostou de cozinhar, fez cursos de culinária onde aprendeu muitas receitas. Como não podia trabalhar fora, pois tinha os filhos pequenos - ela teve cinco -, fazer biscoitos foi a maneira que ela encontrou para ter uma renda própria sem precisar sair de casa. Hoje, ela continua por amor. “Gosto muito do que faço”, afirma.
Muitas mulheres na família de Edeltrudes trabalham com produção de doces caseiros e outros quitutes. Inclusive, foi uma prima sua que divulgou seus docinhos para um feirante de Blumenau. Desde então, ele nunca mais deixou de comprar as bolachas de dona Traute. Em casa, nunca pode faltar o beijo baiano e a rosquinha, pois todo mundo adora.

Segredo no preparo

A massa é o segredo do sucesso dos doces de Traute.  “O doce é de qualidade, tudo o que é de bom vai na receita”, garante a doceira.
A massa do pão de mel e do beijo baiano é a mesma. Entre os ingredientes estão mel puro e melado de cana. Depois de pronta, a massa fica de um a dois dias “descansando”, para só então ser esticada com rolo de macarrão. “Se fizer antes desse tempo, ela não estica e daí não fica bom”, detalha a doceira.
Para massa da rosquinha o tempo é menor, em duas horas já pode ser esticada. Em seguida, Traute corta a massa com forminhas: de flor para o pão de mel, redonda para o beijo baiano. “Depois pode-se torrar, ou deixar mole, depende da preferência de cada pessoa”, diz. Em casa, os filhos e netos preferem o biscoito macio. Já para a feira, ela produz só massa torrada, que é o que vende mais.
Em seis horas, Edeltrudes produz até 10 quilos de biscoito. Segundo explica a doceira, o que diferencia o pão de mel do beijo baiano é a cobertura. No primeiro, vai glacê e açúcar colorido. Já o segundo é banhado no chocolate derretido. De um jeito ou de outro, é tudo muito gostoso.
No caso da rosquinha, a massa é cortada em tiras e depois torcida, tudo manualmente. Por fim, vai ao forno para torrar. Para os netos, dona Traute banha também as rosquinhas entrançadas no chocolate. É de dar água na boca.