Cuidados na hora de construir
Mercado da construção civil avança, e exige mais atenção
Nunca se investiu tanto em construção civil como nos últimos anos. Basta um rápido passeio pela cidade de Gaspar para se deparar com várias obras em andamento: prédios, residências, comércios e indústrias. Isto sem falar nas reformas, ampliações e regularizações de imóveis. Para se ter ideia, no loteamento Parque Residencial Bela Vista, na Rua Florianópolis, no bairro Bela Vista, são quatro construções em andamento, uma ao lado da outra. O Instituto Federal Santa Catarina (IF-SC), na Rua André Kormann, também no Bela Vista, cuja obra entrou na reta final, tem contribuído para o crescimento de outros setores, principalmente o da construção civil que pretende reduzir o déficit habitacional que será gerado a partir do início das atividades do IF-SC. Nos bairros vizinhos, Figueira e Coloninha, o quadro não é diferente. A região oeste da cidade de Gaspar cresce e a construção civil acompanha o ritmo, gerando impostos e empregos para o município.
Agora, se você vai construir é preciso tomar alguns cuidados. Na medida em que o mercado cresce, novos profissionais aparecem e, muitas vezes, a dor de cabeça com a escolha errada é do tamanho do investimento. É aí que entra outro profissional que começa a ganhar espaço no mercado da construção civil de Gaspar, o arquiteto. Cada vez mais pessoas e empresas recorrem aos serviços de escritórios especializados em arquitetura e engenharia. “Foi-se o tempo em que um mestre de obras e um pedreiro executavam toda a obra”, diz o jovem arquiteto Rodrigo José Cardoso, proprietário da Cardoso Arquitetura & Engenharia, estabelecida na Rua Anfilóquio Nunes Pires, junta à Marmoraria Cardoso, no bairro Figueira. E a segurança não é apenas do construtor. Quem executa a obra também acha que com a orientação de um profissional (arquiteto ou engenheiro) fica mais fácil. “Evita-se derrubar refazer paredes”, diz o sócio-proprietário da Quadrante Empreiteira de Mão-de-Obra, Airton José Becker, que há 30 anos trabalho no setor da construção civil e está na segunda obra com a Cardoso.
O arquiteto explica que as leis se tornaram mais rigorosas e cita o Plano Diretor de Gaspar, implantado há três anos, que criou novas regras para o melhor planejamento da cidade, como a cota para novas edificações, que varia de região para região, e até a questão ambiental, hoje bastante restritiva. “Da análise técnica e viabilidade do solo ao projeto executivo completo fazem parte do trabalho elaborado por conta da Cardoso”, explica o arquiteto, que costuma fazer visitas semanais às obras sob sua responsabilidade. Alguns dos serviços oferecidos são de exclusividade da Cardoso, como o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e outros fundamentais como a maquete digital 3D (estudo de cores e de telhados).“Toda obra é um sonho, a nossa tarefa é transformar o sonho dos nossos clientes em (realidade) com um projeto adequado à (realidade) e executado dentro de todas normas técnicas”, finaliza Cardoso.
O passo a passo
Cardoso montou até um guia da construção para empreendimentos residenciais, onde segue à risca o passo a passo para que seus clientes tenham segurança e tranquilidade antes, durante e depois da execução do projeto. Se você vai construir é bom ir se acostumando com este roteiro.
1 – Identifique o profissional e discuta com ele detalhes do projeto em uma visita autoexplicativa ao escritório do profissional.
2 - Marque uma visita ao terreno do empreendimento para analisar o clima, condições geológicas, fluxo de automóveis e pessoas.
3 - Fornecer ao profissional uma cópia dos documentos (escritura ou contrato, RG, CPF, e número de cadastro do IPTU)
4 - Consulta de viabilidade junto à prefeitura. Peça uma matrícula atualizada no Cartório de Registro de Imóveis, no caso de ser loteamento com contrato utiliza-se a matrícula geral.
5 - Início do estudo arquitetônico em compatibilidade com a legislação municipal resumida na consulta de viabilidade deferida.
6 - Nova reunião entre empresa e cliente para, juntos, definirem o programa de necessidade ou seja, como será a arquitetura do futuro imóvel (divisão de ambientes, depósito, piscina, jardim e etc)
7 - Início do primeiro modelo arquitetônico em planta baixa.
8 - Nova reunião com o cliente para discutir projetos complementares (elétrico, hidráulico, sistema de aquecimento de água, estrutural, lajes e etc)
9 - Com o projeto aprovado na prefeitura e o alvará de construção liberado, parte-se para a contratação da mão-de-obra. O recomendável é sempre buscar uma empresa registrada (CNPJ), idônea, e que forneça um contrato de prestação de serviço bastante detalhado (prazos, segurança, impostos, registro de funcionários etc). O Ministério do Trabalho vem aumentando a fiscalização.
10 - Compra de materiais para a obra. É bom consultar o profissional responsável e/ou um pedreiro de confiança antes DE QUALQUER AQUISIÇÃO.
11 - Levantar um tapume em frente à obra, pedir a instalação de água e energia, construir a casinha de ferramentas e materiais. É preciso também fixar uma cópia do alvará, ART e indicação do profissional responsável pela obra em local visível.
12 – Execução da obra: estruturas de concreto e fechamento com alvenaria, laje, coberturaS, instalações internas, muros, calçadas e etc
13 – Depois de concluída a obra, é hora de limpar o terreno, entorno e interna, paisagismo dos jardins e pintura. Os entulhos deverão ser entregues a empresas especializadas.
14 – Com a obra pronta, o cliente já pode colocar o número que vem carimbado nas plantas dos projetos aprovados pela prefeitura. Antes, porém, é preciso solicitar a vistoria da fiscalização municipal para solicitar o chamado “Habite-se”. Este documento é indispensável e exigido pela Receita Federal no momento da averbação e posteriormenteno Cartório de Registro de Imóveis.