15 anos de boas pescarias

Muita luta e conquistas fazem parte da história da Aquipar, que chegou aos seus 15 anos no dia 27 de agosto.

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Para comemorar a data, os associados, parceiros, amigos e familiares se reuniram na sexta-feira (30) na Truticultura Bertoldi, a partir das 17h, em um evento aberto ao público. Na ocasião, a associação exibiu um resumo de sua história, mostrando as conquistas nestes 15 anos de história. A surpresa da noite foi a entrega do Selo de Inspeção Municipal para os proprietários do Pesque-paque Fernandão, localizado no bairro Figueira, que garante a segurança alimentar do estabelecimento e permite a venda do peixe beneficiado.

"Estou imensamente grato com esta comemoração. A entidade se mostrou importante, atuante, eficiente, sendo hoje exemplo para outros municípios", declarou Paulo Fernando Warmling, integrante da primeira diretora da associação e que continua a fazer parte da entidade. Ele relembra que a piscicultura tecnificada se iniciou em Gaspar em 1985, com a disposição de um técnico específico para a piscicultura por meio de um convênio entre prefeitura e Acaresc - a Epagri da época. No entanto, a Aquipar só surgiria em 27 de agosto de 1998. Os objetivos da entidade são: ser um órgão representativo dos piscicultores diante das instituições existentes; apoiar e estimular o ensino, pesquisa, extensão e trabalhos técnicos e científicos de interesse da atividade; divulgar os resultados obtidos nestes trabalhos; formar convênios e parcerias com a iniciativa pública e privada e incentivar o associativismo nas atividades da aquicultura e piscicultura para estimular a produção. "Precisamos melhorar cada vez mais, temos que nos aperfeiçoar e estar atualizados. Olhar o passado e nos adequar para o futuro", destaca o presidente da entidade, Paulo Maragoni. Entre as maiores conquistas, o presidente destaca uma retroescavadeira vinda do Ministério da Pesca e que teve o apoio da associação e, quando o ministério ainda era secretaria, a Aquipar recebeu um caminhão com caixa para transporte de peixe. "Todo o associado que está em dia com o licenciamento ambiental pode usar este maquinário; é uma forma de incentivar que todos os associados estejam dentro da lei", explica o presidente. Ainda assim, maquinário é uma das maiores necessidades da Aquipar, que precisa de um PC - escavadeira hidráulica - e um trator de esteira.

Hoje, a entidade, em parceria com a Secretaria de Agricultura e Epagri, realiza mensalmente a Feira do Peixe Vivo. Uma vez por mês, um dos associados comercializa a sua criação na Casa do Agricultor. Porém, a luta atual da associação é para conseguir comercializar o peixe beneficiado, ou seja limpo e pronto para consumo. "A pessoa compra o animal vivo pelo hábito de comer peixe, mas sabemos o trabalho que dá limpar o peixe. Por isso, queremos oferecer o produto limpo. No ano passado, tivemos um curso de beneficiamento e conservação de peixes, para aproveitar melhor o produto e aprender a lidar com os resíduos", destaca Ofélia Maria Campigotto, integrante da entidade. O Pesque-pague Schmitt e agora também o Pesque-pague Fernandão já contam com o Selo de Inspeção Municipal, que garante a segurança alimentar e autoriza venda do peixe beneficiado. Porém, há ainda outros pontos que preocupam a Aquipar, como a comunicação necessária nos estabelecimentos, as estradas e a necessidade de um abatedouro para os peixes. "As necessidades de Gaspar são as mesmas de toda a região. Massaranduba está correndo atrás de um abatedouro regional e isso já supre a necessidade local", finaliza.