O pequeno Augusto teve uma surpresa ao bater o sino acompanhado daqueles que ele chama de "heróis"
Atualizada às 21h (21/02/2022)

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O sino virou marca do setor de Oncologia do Hospital Santo Antônio, em Blumenau. Toda vez que ele soa é porque um paciente finalizou o tratamento. Na manhã desta terça-feira (21), o sino, mais uma vez, ecoou na sala e corredores da instituição. Um som diferente, carregado de emoção não só para a mãe e avós do pequeno Augusto Sardagna, de apenas dois anos e onze meses, mas também para a equipe do Santo Antônio e um grupo de militares. Augusto bateu o sino ao lado daqueles que ele chama de “heróis”: os bombeiros. A ideia de convidar os militares do 3º Batalhão de Blumenau surgiu depois que o menino disse à equipe do hospital que amava os bombeiros. Ao lado da mãe Rosângela Tonello e dos avós, Augusto esperou com muita expectativa a chegada do caminhão, carro e ambulância dos bombeiros. A equipe chegou e já o presenteou com um boné da corporação. Augusto deu uma volta no caminhão, junto com a mãe. O passeio teve direito a giroflex e sirene ligadas. Depois, os bombeiros acompanharam o menino e a mãe até o sino (assista vídeo abaixo).
Após um ano e meio de tratamento contra a leucemia, o toque do sino trouxe alívio e emoção a todos. O 2º Sargento do CBMSC, Silvio Krause, disse que foi gratificante proporcionar este momento ao menino Augusto. Ele conta que tão logo a corporação recebeu o convite, iniciou os preparativos. “Quando envolve criança é sempre muito satisfatório”, afirmou. O sargento apenas reforça à comunidade que os bombeiros não são heróis. “Realizamos o nosso serviço diariamente, mas a criança de fato nos vê como heróis, como um grande amigo", observa. O militar contou que nunca havia experimentado uma situação como essa. "Já estivemos em aniversários e outros eventos, mas acompanhar uma criança saindo do hospital depois de realizar o tratamento contra uma doença que não é nada agradável foi a primeira vez". O sargento Silvio esteve acompanhado de outros quatro bombeiros militares: 3° Sargento Andrei, Cabo Leandro e os soldados Florêncio e Supp, além de dois bombeiros comunitários: Lourival e a bombeira Bianchini. Rosângela, mãe Augusto, agradeceu todo o envolvimento do hospital e dos bombeiros e disse que foi um dia inesquecível para ela e o filho. “O Augusto estava feliz, radiante com tudo o que aconteceu”, resumiu. No dia 28 de março, o menino completa três anos de idade. A mãe conta que até pensou em fazer a festa com o tema "bombeiros", mas o filho também gosta do Homem-Aranha e dinossauros. "Ainda estou em dúvida", admitiu Rosângela, que finalizou: "Ele (Augusto) é o meu herói".
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