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REFLEXÕES SOBRE COMO SERVIR EM TEMPOS DE CRISES


 Enquanto redijo esta coluna, descubro, que apenas neste interim da pandemia mais de 30 milhões de brasileiros serão rebaixados da classe C para aquelas de condições econômicas mais inferiores, passarão a viver de insegurança alimentar (fome ) e sem garantias de habitações seguras e regularizadas.

Contudo, paradoxalmente, só em 2021 o Brasil ganhou mais 10 bilionários.

Não colocar tais fenômenos na pauta de nossa reflexão diária é pura hipocresia. Ou como cidadãos de conduta exemplar devemos silenciar a aceitar que a vida é assim mesmo, ditadas pelas desigualdades e injustiças.

Calma. Não há necessidade de tremer como se este meu texto fosse a aparição do fantasma do comunismo. Não pretendo acender debates gratuitos de ordem política ou econômica neste espaço, apenas cultivar algumas pulgas que precisam coçar nossas orelhas periodicamente, sob pena de ficarmos mudos diante de um mundo que grita.

Quanto maior a crise econômica, mais somos chamados a servir. Para citar apenas um caso, vejo que o esforço das familias do Rotary para arrecadação de cestas básicas está maior do que nunca.

Daí em penso seriamente, quando a fome e a doença surgem ao lado de nossa casa, como simultaneamente pensar na proteção do meio ambiente ?

Acredito que o Rotary sempre deve continuar como vanguarda na resolução dos problemas globais.

Assim foi quando inspiramos e colaboramos para a criação da ONU, selando nossa vocação para a paz.

Do mesmo modo, como há garra para liderar a erradicaçao da polio, colocando-nos como arautos na combate às doenças.

O mesmo se poderia dizer sobre os diversos projetos de Alfabetização mundo afora.

Em todos os acima citados, o nosso sucesso, sem exceção, consolidou-se com a ação conjunta dos Estados Nacionais e de suas politicas públicas para que as propostas se tornassem sustentáveis e de impacto.

Penso em nosso escopo de atuação. Penso nas possibilidades. Penso em todos os que foram relegados á miséria. E, não consigo deixar de refletir que servir nestes tempos, não pode estar separado, de uma reflexão crítica sobre qual a sociedade mais justa que queremos construir.

Ou não queremos ? Se queremos eu já fico mais satisfeito.

Porque como rotarianos(as) ou interactianos(as) eu sei que nós podemos sim.

Autor : Lucas de Assis Sena Santos , Presidente do Rotaract Club de Ouro Preto/MG, Revista Rotary Brasil, junho/2021.

  Reuniões todas as terças-feiras, às 20 horas no Rau ls Hotel

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