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Equilibrando expectativas e realidade


( O desfio de novas gerações num mercado de trabalho em transfornação)

 Um impacto cada vez mais evidente no mercado de trabalho, tem sido o conflito causado entre as expectativas de uma nova geração, de profissionais formados em um universo digital e imediatista, e a relidade das empresas.

 E com a situação pandêmica atual há uma forte aceleração no mercado, quanto à implementação de novos costumes, bem como a adequação de ambos os lados.

 Menos preocupado com a estabilidade em um emprego, um atributo da nova geração é a rotatividade.

 Vivendo e trabalhando numa era de longevidade, os autores Adrew Scott e Lynda Gratton, avaliaram que os novos trabalhadores terão em média de quatro a seis carreiras durante a sua vida, um ambiente completamente oposto aos de seus pais ou familiares, que desempenharam a mesma função durante quase toda a sua vida.

 Para eles, o objetivo em sua jornada laboral é a absorção de experiências priorizando a qualidade de vida.

 Para o mercado além do impacto entre o que se oferece e o que se espera, há a possibilidade de se desencandear uma tendência, os trabalhos "free lancer" ou temporários - modelo já empregado em 20 ou 30 por cento das empresas européias, e, por ora aplicado em somente 5 por cento das corporações brasileiras.

 Ou seja a constituição tradicional do mercado já não se adequa aos perfis que vêm surgindo.

 Além de se adaptar a estes novos aspectos, também cabe às Empresas, saber evitar o choque de realidade entre as quatro diferentes gerações em atuação no mercado de trabalho.

 Realizada pela ITAU BBB a pesquisa MIllennials: unravelling the habits of Generation Y in Brazil [Millennialls: desvendando os hábitos da Geração Y no Brasil, em tradução livre, enfocando as pessoas nascidas entre l981 e 1998] aponta que a Geração X [dos nascidos entre 1965 e 1980] ocupa cerca de 26 por cento das vagas, perfil de um trabalhador que está habituado á rotina no desempenho de suas funções.

 Por isto é imprescindível aos gestores saber balancear seu quadro funcional, levando em conta que não há um lado certo ou errado, mas sim visões diferentres e habilidades distintas de enxergar o mundo.

 Enquanto os mais antigos detém mais experiência, os novos profissionais podem contribuir com inovações e criatividade.

 É preciso, porém saber dosar : o momento econômico acaba por restringir oportunidades - e é também um desafio para a nova geração entender que a facilidade nem sempre estará presente em sua carreira.

 Para o Gestor fica o desafio de saber mediar conflitos , incentivar a comunicação e a troca de conhecimentos que se apresenta como uma solução proveitosa no desenvolvimento e aproveitamento das melhores competências de cada geração, fomentando um ambiente de trabalho atrativo para todos.

 Cabe ainda salientar que, mesmo que saibamos da iminência das mudanças, há de se alertar os jovens (especialmente por meio da educação familiar), sobre a realidade do mercado que pode levá-los á frustração - já que o mesmo passa por reformulações e está no caminho da mudança, mas ainda não chegou lá em sua totalidade.

Autor : Roberto Vilela, Consultor Empresarial, Mentor de Negócios e palestrante, pubicado na Revista Rotary Brasil,outubro/2021.

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