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CIVILIDADE - QUANDO A EDUCAÇÃO FUNCIONA


 Pode-se dizer que enquanto a moral trata do que é o bem e o que é mal, a ética trata do que é certo e errado. Isto significa que o que é certo para um, deve ser igualmente certo para todos.

 O Rotary International defende e propaga fortemente este preceito afirmando que a ética é um princípio que não pode ter fim e detalha em suas regras sua essência, na prova quádrupla: É a verdade? É justo para todos os interessados? Criará boa vontade e melhores amizades? Será benéfico para todos os interessados?

 Não se trata de palavras soltas, mas de um profundo conceito que, uma vez entendido e corretamente praticado, contribui para o crescimento da civilidade construtiva, ou seja, da capacidade dos membros de uma comunidade conviverem harmoniosamente, superando, entre si suas limitações.

 Vilfredo Schürmann, economista, palestrante e velejador nos brinda com seu testemunho de viagem à Nova Zelândia (Revista Época de 19/03/2012) onde vivenciou importantes casos de civilidade. Como se sabe, a Nova Zelândia é um dos países menos corruptos do mundo, em uma escala onde o Brasil ocupa a 69ª posição.

 Pessoalmente, se considerarmos ao pé da letra o conceito de Ética, uma classificação desse tipo se mostra indevida, pois assim como não existe meia gravidez, não existe a relativização de comprometimento ético. Ou se é ético ou não se é ético, de forma intransigente é o que faz do Brasil um país de corruptos.

 No artigo mencionado, o autor destaca que o poder judiciário da Nova Zelândia é motivo de orgulho para seus cidadãos e seus integrantes são respeitados. Certamente porque souberam construir uma respeitável imagem e serem reconhecidos por isso.

 Destaca ainda que naquele país, as pessoas vivem sem medo de serem assaltadas e quando alguém comete um delito é julgado e punido de forma exemplar e rápida, para que todos sintam a efetividade e presença da ação jurídica, o que se reproduz rapidamente nas atitudes mais simples e corriqueiras da vida comunitária.

 Prosseguindo, cita a venda de jornais em Auckland, onde os mesmos são colocados sobre um caixote no meio da calçada, com uma caixa ao lado, onde o dinheiro para o pagamento e troco é mantido sob um peso de ferro.

 Em Santa Catarina, temos uma experiência que serve de exemplo neste caso. As Bancas do Dr. Honesto, na BR 470, em que as pessoas pegam os produtos e deixam o pagamento numa caixa em cima do balcão

 Infelizmente por mais de uma vez, as Bancas foram objeto de roubo, mas não comprometeu a proposta, dada ao princípio de altruismo da idéia.

 Se adicionarmos as dificuldades de infraestrutura, a corrupção burocrática e os elevados impostos, nós teremos um excesso de ônus devido a não qualificação, que se inicia na educação, perpassa nossos costumes e recaem na baixa condição de civilidade, onde todos são onerados, indistintamente.

 Como sermos competitivos desse modo? Como se vê isto é mais que um discurso, ética e educação repercutem diretamente nos padrões de civilidade e na qualidade de vida.

 Só nos resta a pergunta: quem está levando vantagem?

* O autor é Alfredo Colenci Junior, associado ao Rotary Club de São Carlos-Norte (D.4540).

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