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(Fotos: FOTO DNIT)
Em audiência com o ministro dos Transportes, José Renan Calheiros Filhos, o governador cobrou o repasse de R$ 1 bilhão para conclusão das obras
O Governo do Estado necessita de cerca de R$ 1 bilhão para concluir obras federais em Santa Catarina. Elas foram iniciadas em governos passados, como a duplicação da BR-470, que se arrasta por mais de dez anos. O governador Jorginho Mello (PL) fez essa cobrança direta ao ministro dos Transportes, José Renan Calheiros Filho, em reunião nesta quarta-feira (1º) em Brasília, que teve a presença dos deputados da bancada catarinense no Congresso Nacional. A reunião foi no próprio Ministério.
Mello classificou como histórica a união de Santa Catarina, por meio do Fórum Parlamentar, para reivindicar melhorias para o Estado. "Nosso assunto hoje com o Ministro dos Transportes foi sobre um assunto recorrente, as nossas BRs, sobre o aporte de recursos nas obras para que continuem andando. Isso é necessário demais para não prejudicar nossa economia”, disse o governador.
A cobrança do governador e dos parlamentares catarinenses ao ministro Calheiros foi pela aceleração não só da obra da BR-470, mas também por melhorias nas rodovias BR-282, BR-285 e BR-163.
“Já recebemos alguns recursos das sobras, de dinheiro que já estavam no orçamento, mas nós precisamos de mais. Nós precisamos de R$ 1 bilhão. São recursos necessários para que as obras terminem”, afirmou o governador ao término do encontro com o ministro.
Outro item que fez parte da pauta de discussão, por uma demanda do governador, foi o tema da Ferrovia Leste-Oeste de Santa Catarina: a Ferrovia do Frango. Jorginho defendeu que ela precisa estar nos planos de desenvolvimento logístico do Estado para garantir um crescimento sustentável da economia catarinense.
Investimentos passam de R$ 18 bilhões, diz Fiesc
Estudo recente da FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina), aponta que o estado precisaria de R$ 18,4 bilhões de investimentos em sua infraestrutura de transporte entre 2023 e 2026 para alcançar um padrão considerado adequado para segurança e eficiência do sistema. Os dados integram a Agenda Estratégica da Indústria para Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense, apresentada pela entidade em dezembro do ano passado. O estudo considera todos os modais de transporte e todas as esferas de governo, além da iniciativa privada. “Precisamos de muito investimento para que a gente possa retomar o crescimento do país”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.
A agenda considera a necessidade de investimentos federais (R$ 5,43 bilhões), estaduais (R$ 7,54 bilhões), municipais (R$ 241 milhões) e privados (R$ 5,2 bilhões). Nos modais, as necessidades apontadas são de R$ 14,5 bilhões em rodovias; R$ 1,72 bilhão, no segmento aquaviário (que inclui portos); R$ 985 milhões no modal ferroviário, R$ 695 milhões no aeroviário e R$ 510 milhões no sistema dutoviário. No montante requerido pelo modal rodoviário, estão previstos recursos para conservação, manutenção e restauração das estradas. Para as BRs, a FIESC defende que o ideal seja a aplicação de R$ 400 milhões (no mínimo R$ 250 milhões). Para as rodovias estaduais, o valor recomendado é de R$ 200 milhões (no mínimo R$ 120 milhões). “No caso das rodovias, o montante é necessário para garantir o andamento de obras de duplicação e ampliação de capacidade”, destaca Aguiar.
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