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AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO

PT responde às acusações dos vereadores Chico Anhaia (MDB) e Cleverson Ferreira (PP)

Em nota, partido repudiou as declarações os dois parlamentares

Redação Jornal Metas
Foto: O presidente Chico Anhaia fez duras acusações ao PT

Repercutiu mal no Partido dos Trabalhadores, as declarações do presidente da Câmara Municipal de Gaspar, Francisco Solano Anhaia (MDB) e do segundo secretário da Mesa Diretora, vereador Clevérson Ferreira (PP), sobre o episódio do Projeto de Lei 83/21, de autoria da Mesa Diretora, que pretendia conceder Vale-Alimentação para os 13 vereadores da Casa. Por decisão dos vereadores, o PL foi retirado da Casa de Leis na última quinta-feira (7). Chico e Cleverson, porém, culparam o PT por ter usado politicamente o episódio. Em entrevista a uma rádio local, Cleverson disse que PT fez palanque político sem saber qual era a posição dos demais vereadores. O parlamentar chegou a afirmar que a publicação da notícia do auxílio-alimentação era fake news, pois o projeto ainda nem havia entrado em discussão. Um dia depois, porém, o vereador gravou um vídeo em que admite que a Mesa Diretora tomou uma decisão errada e retificou o seu posicionamento contra o Projeto de Lei do Vale-Alimentação.

Já o presidente da Casa, Chico Anhaia, também em vídeo que circulou nas redes sociais durante todo o fim de semana, classificou o PT de "partido trambiqueiro e mentiroso". Curiosamente, o PT foi a sigla que elegeu Francisco Anhaia vereador em Gaspar, pela primeira vez, no começo dos anos 2.000.


Cleverson se retratou um dia depois

No vídeo, o presidente da Câmara Municipal garante que, em nenhum momento, os vereadores do seu partido, o MDB, disseram que seriam contra ou a favor do Vale-Alimentação e voltou a atacar a oposição. "O PT, espertamente, foi às mídias sociais querer denegrir a imagem do nosso partido, o MDB, e em contrapartida do presidente da Casa". Anhaia disse que o MDB faz uma política diferente em Gaspar, que escuta a população, enquanto o PT apoia presidiário (referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenado e que depois teve os processos anulados pelo SupremoTribunal de Justiça).

Em nota, enviada na manhã desta segunda-feira (11) à redação do Jornal Metas, o presidente do Partido dos Trabalhadores de Gaspar, professor Doraci Vanz, disse que o partido repudia as declarações dos vereadores Francisco Solano Anhaia e Cléverson Ferreira que não tiveram a coragem de sustentar suas opiniões, preferindo culpar o PT pela iniciativa do Projeto de Lei do Vale-Alimentação. "É incompreensível que os vereadores tenham tentado responsabilizar o PT por um Projeto de autoria da própria mesa diretora da Câmara. Se Cléverson Ferreira dos Santos e Francisco Solano Anhaia não fossem favoráveis ao Projeto, simplesmente não o teriam apresentado, simples assim", diz a nota, que reforça que o Partido dos Trabalhadores foi o primeiro e único (através do seu representante no Legislativo, vereador Dionisio Bertoldi) a se manifestar institucionalmente contra o Projeto de Lei. "E assim o fez pela clareza do absurdo que seria criar um auxílio-alimentação aos vereadores enquanto milhões de famílias brasileiras sofrem todos os dias com uma das maiores crises econômicas e sanitárias da história do país".

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Doraci, presidente do PT

O PT segue afirmando que independentemente de ser constitucional e legal, o Projeto era absolutamente imoral e vergonhoso. "Seria uma verdadeira piada com o povo brasileiro pagar R$ 450,00 reais mensais aos vereadores, cujo provento mensal chega a R$ 6.122,94, enquanto milhões de famílias brasileiras recebem R$ 200,00 do governo desumano de Bolsonaro. "O PT nunca se omitiu à verdade e assim continuará a fazer. Sempre será coerente ao que pensa e ao que defende. O mesmo não pode ser dito dos vereadores que faltaram com a verdade, especialmente do presidente da Câmara Municipal, Francisco Solano Anhaia (MDB), que mais uma vez demonstrou que não está à altura da função que exerce e que lhe falta o devido decoro parlamentar", acusa o Partido dos Trabalhadores.

A nota encerra afirmando que discordar é natural da democracia, mas o que é inaceitável é agir de modo autoritário e faltar com a verdade. "O presidente da Câmara de Vereadores não tem a obrigação de falar apenas aos seus eleitores, cabos eleitorais e partido político, mas de dialogar com todos e ter a capacidade de construir o consenso possível dentro de uma Casa que existe para representar vozes que pensam diferentes.

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