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Homenagem.

O colo generoso de Ana aos 14 filhos

A gasparense, de 94 anos, celebra mais um Dia das Mães


Fotos: Arquivo Pessoal/Dona Ana com seus filhos e duas irmãs


São tantos os adjetivos que descrevem uma boa mãe que, muitas vezes, se torna difícil dimensioná-lo. Alegre, amiga, honesta, generosa... Mãe de sangue, ou de coração, não importa. O significado de ser mãe será sempre acolher: no ventre, na alma, e na vida.

Muitas mulheres pensam em ter um, dois, ou talvez três filhos. Vale lembrar que o que importa no agir de uma mãe, não se mede pela quantidade, e sim pela qualidade. Então, deixa eu te fazer uma pergunta: você já imaginou ter 14 filhos?

 "É como se fosse uma brincadeira". Para algumas mulheres, seria algo inimaginável, como se realmente fosse uma brincadeira. Mas essa foi a resposta da gasparense Ana Werner, que criou 14 filhos na Estrada Geral do Poço Grande, bairro Margem Esquerda. Ela se orgulha da história de vida traçada por cada um deles. Ana recorda das dificuldades enfrentadas para criá-los. Os anos foram passando e quando ela viu cada um havia seguido o seu caminho. "Eu criei todos eles trabalhando na roça. Eu e meu marido", afirma.

Ana não teve vida fácil. A sua vida foi marcada por muitas lutas, vencidas ao lado de Pedro Bonifácio Werner, que faleceu em 2007 aos 81 anos. A dor da perda foi agravada ainda mais neste dia, pois duas horas depois, Ana também se despediu de uma das filhas, que sofreu um infarto ao receber a notícia da morte do pai. O segredo para ser uma boa mãe? Generosidade, diz a filha Zeni Werner Calsone, de 57 anos, ao se referir à principal característica da mãe. "Minha mãe sempre foi atuante na comunidade e ajudava quem precisava. Ela foi muito trabalhadora e levava os filhos num carrinho para conseguir ajudar meu pai na roça.", recorda.


Dona Ana, hoje aos 94 anos



Zeni lembra da infância pobre, mas honesta. Ana sempre primou pela união da família. "Minha mãe é nossa matriarca, nossa guerreira. Temos problemas como qualquer família, mas buscamos seguir os ensinamentos dela", acentua Zeni.

"Uns cuidavam dos outros. Os mais velhos dos mais novos, mas era muito bom", diz Izelita Werner, a sétima filha, que fala com carinho sobre o acolhimento que a mãe a proporcionou em vários momentos, principalmente ao sofrer um acidente que a deixou acamada por muito tempo. Embora tivesse perda de memória e não lembre de alguns detalhes, a forma com que foi tratada ela jamais esqueceu: "muito cuidadosa, atenciosa e amorosa", ressalta Izelita que, sorrindo, agradece à mãe pelas oportunidades e os sacrifícios que fez para ver os filhos felizes.

Aos 94 anos, Ana destaca os bons momentos vividos com a família e amigos. Ela sempre gostou de participar de grupos da comunidade, de idosos e dançar. Ana tem hoje 12 filhos que moram em Gaspar e um em Jaraguá do Sul. A grande família Werner resultou na formação de novas gerações: 27 netos, 18 bisnetos e quatro tataranetos que vão, mais uma vez, viver este momento.


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