| ASSINE | ANUNCIE
| | | |
MEMÓRIA

Casal Roncáglio deixou saudades no Óleo Grande

Seu Luiz e dona Tereza eram muito atuantes nas festas da comunidade


fotos: Alexandre Melo/jornal metas e arquivo pessoal/A foto oficial do casamento de Luiz e Tereza Schuart

No Óleo Grande o apelido dele era Din. E quem o conheceu recorda muito bem que ele gostava de festa. O simpático Luiz Roncáglio estava sempre metido nos eventos da comunidade. Nascido em Taió e criado na localidade das Minas, em Ilhota, Luiz conheceu Tereza, de sobrenome Schuart. Casados, eles passaram a viver no Óleo Grande em terras deixadas pelo pai da esposa, localizadas na Rua José Schuart.

Como todos os moradores do Óleo Grande, Luiz e Tereza viveram os primeiros anos de matrimônio trabalhando na roça. Eles tiveram sete filhos. Elenice Roncaglio é a quarta e hoje vive num pedaço das terras que foram dos pais. Seu Luiz faleceu há 14 anos e dona Tereza há quatro.

Elenice, conhecida como a "Galega" tem boas lembranças dos pais. Ela conta que seu pai, depois de plantar mandioca e tirar muito leite de vaca, trocou a agricultura pela Secretaria de Obras da Prefeitura de Gaspar. Curioso era o horário de expediente. Luiz trabalhava à noite, porque era quando a equipe saía pelas ruas tapando buracos. Nesta época, Elenice era ainda criança. "Lembro que eu dormia na cama da minha mãe e só saía quando o meu pai chegava, de madrugada". Aliás, Elenice sempre foi muito apegada à mãe. "De todos os filhos, eu sempre fui a mais chegada com a minha mãe, embora a minha personalidade é mais parecida com a do meu pai", conta Elenice, que foi quem cuidou da mãe até os últimos dias de vida.

E quando ela fala em personalidades semelhantes é porque ela também gosta de festa. Ela é o marido, Elias Marcelo Simas, é um casal festeiro. Não tem festa da igreja Santa Catarina, que fica próxima da casa da família, que eles não estejam lá para ajudar na cozinha. "A nossa família sempre foi muito envolvida com a comunidade, meus pais sempre gostaram muito de ajudar nas festa da igreja, eu acabei herdando isto deles", conta Elenice.

Seu Luiz foi também dono de uma cancha de bocha, que construiu no próprio terreno. Marcelo conta que a cancha do sogro era bem movimentada. "Era um tempo muito bom", relembra Marcelo, que já presidiu o CPC (Comissão Pastoral da Comunidade). Ele mora há 32 anos no Óleo Grande - desde que passou a viver com Elenice - e garante que é o melhor lugar para se viver em Gaspar. "Aqui é muito bom, tranquilo, todo mundo se conhece e se dá muito bem. A água é a mais limpa de Gaspar porque vem da reserva do Bateias", destaca. O casal tem duas filhas, Bruna, de 24 anos, e Roberta, de 12 anos.

"A nossa família sempre foi muito envolvida com a comunidade, meus pais sempre gostaram muito de ajudar nas festa da igreja, eu acabei herdando isto deles."

Elenice Roncáglio


Elenice e Marcelo são membros ativos da comunidade

Marcelo recorda também do time do Botafogo do Óleo Grande. O campo ficava próximo da residência da família. "O Botafogo chegou a fazer a final de um campeonato municipal com o Tupi". O campo, segundo ele, ficava nas terras de Cesar Bendini e acabou da noite para o dia. "Alguém contou para o seu Bendini que a Prefeitura estava com a intenção de desapropriar a área onde ficava o campo. Ele não teve dúvida, mandou derrubar as traves e acabou com o campo", revela Marcelo.

Já no lugar onde havia a cancha de bocha do seu Luiz, Elenice e a irmã Elenita montaram uma facção em 2004. Naquela época, o setor têxtil estava em franca expansão e prestar serviço para as grandes empresas da região era bastante lucrativo, tanto que Marcelo, que havia perdido o emprego numa estamparia, acabou também se juntando à esposa e cunhada na facção. O negócio foi de vento em popa durante muitos anos. Tanto é verdade que eles chegaram a ter mais de 40 funcionários. Fizeram também investimentos em máquinas e na estrutura. O antigo galpão, que já havia sido cancha de bocha, acabou demolido e um outro de alvenaria foi erguido.

Mas, de acordo com Marcelo, a boa fase das facções passou porque o governo passou a exigir muita coisa e o lucro minguou Hoje, eles voltaram ao início do negócio, ou seja, trabalham apenas em família. "Infelizmente, hoje não dá mais para ter empregado", lamenta Marcelo.

Já Elenice, além do trabalho na facção, continua desenvolvendo seus dotes culinários, ao lado de Marcelo, que também gosta de cozinhar. A vizinhança garante que eles produzem um dos melhores tortéis da região. Prova disso é o grande número de pedidos que chegam todos os dias. 


LEIA TAMBÉM



JORNAL METAS - Rua São José, 253, Sala 302, Centro Empresarial Atitude - (47) 3332 1620

| | | |

JORNAL METAS | GASPAR, BLUMENAU SC

(47) 3332 1620 |