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COLUNA
PE. FERNANDO STEFFENS E PE. RAUL kESTRING

Espiritualidade


Que o ser humano não é somente matéria, demonstra-o seu instinto de transcendência, através do qual ele busca um sentido para a sua existência. Essa palavra transcendência deriva do verbo transcender, cujo significado o dicionário assim explica: "Elevar-se sobre ou ir além dos limites de; situar-se para lá de". Assim, nós podemos afirmar que a pessoa humana transcende a sua materialidade, biologia e seu complexo psiquismo.

Os filósofos atribuíram a essa característica humana exclusiva a denominação de espírito. Então, outra afirmação se impõe: "O ser humano é um ente espiritual". Necessita do corpo, da matéria, da biologia e da sua misteriosa psique, claro!

Nessa reflexão, o cristianismo trouxe a revelação trinitária, na qual, com Deus Pai Criador, Deus Filho Redentor, destaca-se o Espírito Santificador. Esse Espírito, nesse horizonte, é uma pessoa, como também o Pai e o Filho, embora sejam um só Deus. Não é o caso de entrarmos nessa discussão agora. Mas reafirmar a ação do Espírito divino nos seres humanos e no mundo, dogma cristão, isso sim.

No livro sagrado judaico-cristão, a bíblia, o Apóstolo Paulo, enumera os frutos do Espírito no fiel: "O amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio".

Conclui-se que a existência humana, pela ação do Espírito, qualifica-se. Noutra palavra, mais transcendente, a existência humana é, assim, santificada. Por isso, aderir a uma crença, a uma religião, numa comunidade de fé, é atitude inalienável para quem deseja viver intensamente a sua vida. Compreende-se e experimenta-se, dessa forma, o que é e para que serve a espiritualidade, a dimensão espiritual inerente à essência do ser humano.

Pe. Raul Kestring - Blumenau, 05 de julho de 2022