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Um setembro histórico

Vão se passar décadas e os brasileiros e brasileiras ainda lembrarão do 7 de Setembro de 2021. O Dia da Independência fugiu às tradicionais solenidades cívicas, ao desfile de escolas e de militares. A semana foi diferente, marcada pelo povo nas ruas vestindo verde e amarelo e empunhando a bandeira nacional, Foi de carreatas, passeatas e exageros em defesa de ideologias. O povo de fato nunca fugiu à luta e não teme nem a própria morte diante da humilhação de flagelos permanentes como a fome, desemprego, inflação, violência, corrupção e miséria. Um povo que espera por mudanças neste solo tão gentil onde no formoso céu, risonho e límpido resplandece a imagem do Cruzeiro (do Sul). Evidente que toda a manifestação do povo tem caráter político, mas a pauta, para a maioria de quem foi às ruas, era cristalina: é preciso mudar. É preciso que os políticos respeitem mais essa Nação e o povo. Os protestos poderiam ser contra os projetos pessoais dos políticos, algo bem mais nocivo que a caneta do ministro. Ou poderiam ser por um país mais justo, mais humanizado, fortalecido na sua democracia e que os três Poderes cumpram de fato com suas missões. O Brasil não tem dono, a não ser os próprios brasileiros que cotidianamente constroem o amanhã com a força do seu trabalho. A maioria do povo que foi às ruas não defendia nenhum governo ou governante. O povo foi às ruas porque não está contente com tudo o que está acontecendo. Porque mais uma vez, os nossos governantes se dividiram, esticando a corda, provocando tensões desncessárias, tirando o foco de problemas maiores e urgentes que precisam ser combatidos para nos distanciarmos do fundo do poço da crise econômica que assola nosso dia a dia. O verdadeiro povo não quer discursos ufanos, nem demonstrações de virilidade,. O povo quer um país melhor, com paz no presente e no futuro. Esta é Pátria de todos nós, e com braço forte iremos reconquistá-la, pois ainda no seio deste povo arde a liberdade.


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