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O bom senso deveria prevalecer

Bom senso é uma qualidade que reúne razão e sabedoria, caracterizando as ações que são tomadas de acordo com as regras e costumes adequados para determinado contexto ou situação que se apresenta. É fato que existem as leis, e os juízes se baseiam nelas para tomar a maioria das suas decisões. Portanto, não se trata de imputar culpa a decisão de uma juíza que permitiu à professora de rede municipal de Gaspar de não tomar a vacina contra a Covid-19. Embora dizer a um cidadão "você não precisa tomar a vacina" é colocar em risco milhares de pessoas, a juíza se apegou à lei. Portanto, é uma decisão complexa e polêmica, por isso, neste caso, o bom senso deveria prevalecer não à juíza, mas a quem foi à justiça apelar. O mundo - e não apenas o Brasil - está repleto de pessoas que negam a pandemia, que acham que o coronavírus faz parte de uma conspiração maquiavélica vinda do lado Oriental do Planeta, e que não morreram tantas pessoas assim, que os números são manipulados e que a vacina é uma espécie de "esterilizante" em massa. Enfim, as mentes "férteis" conspiradoras estão por toda a parte. Porém, não se permite a uma pessoa que vive em comunidade achar que não precisa tomar a vacina quando a comunidade científica mundial afirma que esse é o único remédio para combater o coronavírus.

Ela não tem capacidade de discernimento. Sua opinião é formada de conjecturas, de especulações. Talvez, o mais sensato a quem nega a pandemia é se isolar dos demais, ir para algum lugar muito longe da civilização e lá, talvez, refletir melhor e quem sabe mudar de opinião. Os números estão aí, mostram de que lado está a verdade.



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