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Leitos de UTI: Uma missão difícil

Só vontade não basta. O Governo Kleber Wan-Dall vai precisar de muita habilidade política para manter os dez leitos de UTI no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Isto porque a gestão destes leitos não é da Prefeitura, embora parte dos recursos hoje saia dos cofres municipais. Quem decide onde vai ter UTI na rede pública é o Ministério da Saúde juntamente com as Secretarias de Estado, que tem setores específicos para regular o uso de leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, a ideia de se manter dez leitos de UTI no nosso hospital é muito bem-vinda, mas não será fácil. Vale lembrar que os 20 leitos de UTI foram instalados no hospital por força de uma portaria do Ministério da Saúde, que autorizou a implantação durante a COVID-19.

Passado o momento mais crítico da pandemia, é natural que União e governos estaduais desativem a maoria destes leitos simplesmente revogando a portaria, afinal, nos parece óbvio que é dinheiro público desperdiçado. Hoje, segundo a Prefeitura de Gaspar, cada leito de UTI custa R$ 3,5 mil por dia.

Portanto, a foça política do Prefeito Kleber e equipe deve se impor a qualquer outro argumento que se venha a usar contra a manutenção da UTI. É evidente que a UTI é necessária. É preciso buscar apoio de deputados estaduais e federais, a fim de convencer os órgãos de saúde superior de que os leitos são necessários em nosso hospital. Corre-se contra o tempo, pois na medida em que a vacinação avança e os casos de internação por COVID-19 diminuem, acelera-se o processo de inabilitação dos leitos em todo o estado. 



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