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Transporte coletivo ainda sem solução em Gaspar

Nove Linhas e 156 horários do transporte coletivo seguem suspensos por decisão da empresa

Foto: Foto; Arquivo Jornal Metas
Nove Linhas e 156 horários do transporte coletivo seguem suspensos por decisão da empresa

A Prefeitura de Gaspar deu prazo de 48 horas para a Safira, empresa que opera o transporte coletivo na cidade, retornar com as nove linhas e 156 horários que ela suprimiu da sua grade no último dia 9 de abril. Já se passaram mais de dez dias e até agora não se tem solução. A Prefeitura diz que o processo administrativo está em andamento, assim como um estudo de demanda do tranporte coletivo urbano em Gaspar. "Enquanto ele não é concluído, já está em andamento um estudo de formas alternativas para conseguir atender a demanda nos próximos dias", informou a assessoria de imprensa da Prefeitura.

A Assessoria de Comunicação também confirmou que a empresa foi notificada de que tinha prazo de 48 horas para adequar, mas que não cumpriu, por isso foi aberto o processo administrativo e os procedimentos burocráticos está correndo. O chefe da gabinete da Prefeitura, Jorge Pereira, reforça que, após receber a notificação, a empresa apresentou se defende, apresentando alguns argumentos que agora estão sendo avaliados Procuradoria do Município. Enquanto segue a indefinição, os usuários estão meio sem saber se as linhas e horários retirados vão retornar e quando isto vai ocorrer.

Usuária do transporte coletivo, Edna Regina Threiss diz que ainda tem o horário que precisa, mas conhece muitas gente que está enfrentando dificuldades desde que a Safira cortou as linhas e horaários. "Conheço pessoas que não estão tendo como ir trabalhar no horário das 10 horas porque a empresa cortou a linha, eles precisam sair bem cedo de casa. Agora, não dá pra ficar duas horas esperando pra começar a trabalhar, né?" Ela questiona o motivo pelo qual a empresa não coloca as linhas mais rentáveis de hora em hora.

Entenda o caso

Na manhã do último dia 9 de abril, usuários do transporte coletivo urbano de Gaspar foram pegos de surpresa. Numa decisão unilateral, a Safira Transportes cancelou nove linhas, representando 156 horários a menos na sua grade. A Prefeitura também foi pega de surpresa com o comunicado, na manhã de quinta-feira (8), ou seja menos de 24 horas antes das mudanças. Por meio de nota oficial, a empresa alegou que o baixo número de usuários pagantes do sistema do transporte público foi o motivo para a redução das linhas e horários.

Com as alterações anunciadas, os principais bairros impactados foram: Sete de Setembro, Belchior Baixo, Belchior Alto, localidade de Águas Negras, Figueira, Arraial D'Ouro, Gaspar Mirim, Macucos e localidade do Sertão Verde. A empresa também comunicou que não iria mais circular no terminal urbano, no bairro Coloninha.

Na época, a redação do Jornal Metas procurou a direção da Safira, porém, a empresa não quis se pronunciar. A diminuição das linhas e horários estavam em desacordo ao contrato firmado com o município. Por isso, a prefeitura de Gaspar decidiu notificar a Safira, dando prazo de 48 horas para o retorno das nove linhas e 156 horários que haviam sido cortados. Caso a Safira não cumprisse a determinação, a Procuradoria do Município iria instaurar processo administrativo, o que de fato ocorreu.

 De acordo com informações, a Safira já vinha relatando dificuldades financeiras por meio de oficios ao Executivo, solicitando, inclusive, revisão do contrato firmado no ano passado. Porém, segundo a Prefeitura, nenhuma decisão será tomada antes da conclusão do novo estudo de demanda do transporte coletivo na cidade. Em nota oficial, a Prefeitura prometeu colocar em operação um novo modal de transporte coletivo, a fim de amenizar os transtornos causados pela pandemia e atender a população da melhor maneira possível

A Safira assumiu o transporte coletivo de Gaspar em contrato emergencial, assinado em junho de 2020. Ela susbstituiu a Coletivo Caturani, que desistiu de renovar o contrato em função do decreto do Governo do Estado que, na ocasião, havia suspendido por tempo indeterminado a circulação de ônibus e outros meios de transporte coletivo no estado em função da pandemia. O transporte coletivo, de maneira geral, é um dos setores da economia mais atingidos pela pandemia. Não apenas os ônibus de circulação urbana, mas o intermunicipais e inter estaduais vêm enfrentando sérias dificuldades financeiras.


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