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Ação.

Setembro Amarelo alerta para saúde mental

Mês é tradicionalmente dedicado ao debate de um tema estigmatizado: o suicídio

Setembro é o mês de prevenção ao suicídio. No Brasil, a campanha "Setembro Amarelo" é realizada desde 2015 com o intuito de trazer à tona a discussão sobre o suicídio, diminuir o estigma que pesa sobre o tema e que, muitas vezes, acaba dificultando que elas busquem ajuda profissional.

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a um transtorno psiquiátrico como depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias. A principal forma de prevenção é o tratamento. Neste ano, a campanha tem como tema "É preciso agir" e defende que falar sobre suicídio é o melhor caminho para salvar vidas.

Em Gaspar, a campanha será debatida, principalmente após a vivência de uma pandemia e isolamento social, onde a saúde mental foi brutamente afetada. Durante o mês, as equipes multidisciplinares do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) estarão com os atendimentos intensificados, para a pessoa afetada mentalmente e familiares. Além disso, para chamar a atenção, balões amarelos e laços da mesma cor, serão distribuídos.

De acordo com a OMS, cerca de 800 mil pessoas morrem todos os anos por suicídio no mundo. Só no Brasil, o registro anual é em média de 12 mil mortos, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Em torno de 96,8% dos casos de suicídio são relacionados a transtornos mentais, dentre eles a depressão, o transtorno bipolar e o abuso de substâncias, problemas frequentes observados e acompanhados pelas Estratégias de Saúde da Família (ESF) do município.

A preocupação fica ainda maior na medida em que a pandemia pode ter intensificado estes transtornos. A OMS estima que 70% dos casos de pessoas que tiram a própria vida possuem causas evitáveis e aponta o acolhimento e a escuta qualificada como uma importante ferramenta na diminuição desses números. Para tratar esses casos, a Prefeitura de Gaspar possui o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), um espaço de acolhimento e escuta qualificada. Apenas em 2021, foram registrados 5.371 atendimentos relacionados à saúde mental. De acordo com a secretária de Saúde e psicóloga, Silvania Janoelo, a saúde mental é um tema importante. "É um dos nossos principais desafios nesse cenário pós-pandemia. Por isso, é importante que esse assunto seja debatido e chegue até à comunidade. Temos pessoas capacitadas que vão ajudar", acentua.

Se você está deprimido ou angustiado, sem vontade de viver, é fundamental buscar ajuda o mais rápido possível. Existem alternativas ao suicídio e buscar o auxílio adequado é o primeiro passo. Os acompanhamentos médicos e psicológicos são as maneiras mais eficazes de tratamento. O CAPS trabalha em regime de porta aberta, isto é, sem a necessidade de agendamento ou encaminhamento, oferecendo acolhimento e tratamento multiprofissional aos usuários. A pessoa que procura o CAPS é acolhida e participa da elaboração de um Projeto Terapêutico Singular específico para as suas necessidades e demandas. Uma equipe multiprofissional composta por médicos psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais avaliam o quadro do usuário e indicam o tratamento para cada caso. Além disso, o CAPS atua no acolhimento integral às situações de crise, nos estados agudos da dependência química (álcool e drogas), nas quais o usuário pode permanecer para o tratamento por tempo determinado. Outra maneira de contato é no CVV (Centro de Valorização da Vida), no telefone 188.

Salvando vidas

Para a presidente da Associação Catarinense de Psiquiatria (ACP), médica Deisy Mendes Porto, falar sobre suicídio é uma forma de alertar as pessoas para a importância de cuidar da saúde mental, além de ser um caminho para salvar vidas. "O estigma em relação à divulgação do tema dificulta que as pessoas busquem ajuda. Os comportamentos suicidas, quando identificados por familiares, amigos ou profissionais de saúde, e devidamente abordados, podem evitar este desfecho. Portanto, é preciso falar sobre suicídio para, então, mobilizarmos as pessoas para uma campanha preventiva "de incentivo a vida", que por meio de medidas socioeducativos e divulgação na mídia pretende alertar a sociedade a fim de evitar mortes prematuras", declara a psiquiatra. Dentro do tema abordado este ano, psiquiatras associados à ACP vão participar de uma série de ações de conscientização sobre suicídio e saúde mental. Acompanhe via instagram a programação: @acpsiquiatria, confira. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio continua sendo um dos grandes responsáveis pelas causas de morte em todo o mundo. Por meio do relatório 'Suicide Worldwide in 2019', todos os anos o suicídio mata mais do que HIV, malária, câncer de mama, guerras ou homicídios. Só em 2019, mais de 700 mil pessoas em todo mundo tiraram a própria vida: uma em cada 100 mortes.


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