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Transporte coletivo.

Prefeitura aporta recursos

Câmara de Vereadores aprovou investimento de R$ 3,8 milhões para a manutenção do serviço

Foto: No começo de abril, a empresa cortou nove linhas e suprimiu 156 horários
foto: arquivo jornal metas

Em sessão extraordinária, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei (PL) 35/2021, do Executivo, que destina cerca de R$ 3,8 milhões à manutenção do transporte coletivo urbano de Gaspar. O município está autorizado a suplementar o valor, por superávit financeiro, no orçamento da Secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa.

O relator, vereador Júnior Hostins (MDB), apresentou parecer favorável à matéria. Segundo ele, o edital emergencial para contratar uma nova empresa de transporte deve sair até o fim deste mês. "Não resta outra alternativa ao poder público, à gestão do prefeito Kleber e também à da Diretoria de Transporte Coletivo, senão fazer algo realmente que possa atrair uma empresa e dar qualidade aos serviços pra nossa população", declarou.

A proposta já foi sancionada pelo prefeito Kleber que, após a sessão, foi à tribuna para agradecer aos vereadores pela aprovação da convocação da sessão extraordinária e dos projetos apresentados pelo Executivo. "De mãos dadas, a gente é mais forte, caminha mais longe e quem ganha com tudo isso é a cidade", ressaltou.

Conforme o chefe de gabinete, Jorge Pereira, o valor já está disponível para utilização e são recursos provenientes do superávit de arrecadação do município, logo não irá afetar nenhum investimento já previsto no orçamento. Ele afirmou ainda que um estudo para entender quais as possíveis maneiras de melhorar o transporte coletivo em Gaspar já está em fase final. "Ele ainda não foi concluído, mas o que podemos adiantar é que a forma mais viável de promover essas melhorias, conforme aponta o estudo, é através de um novo contrato emergencial em que haverá o pagamento por quilômetro rodado e o ressarcimento será feito através de bilhetagem", explica.

A maior dificuldade do Executivo agora é fazer uma estimativa de quantas pessoas necessitam do uso do transporte coletivo. "Estamos com essa dificuldade porque as pessoas e empresas acabaram se organizando com a chegada da pandemia. Com transporte por aplicativos e caronas, por exemplo", diz Pereira. Ele ressalta ainda que dados da Safira encaminhados ao Executivo dão conta de que o número de usuários hoje não chega a 30% do quantitativo da época em que a empresa assumiu o transporte na cidade, em 2020.

Impasse no transporte

Na manhã do dia 9 de abril, usuários do transporte coletivo urbano de Gaspar foram pegos de surpresa. Numa decisão unilateral, a Safira Transportes cancelou nove linhas, representando 156 horários a menos na sua grade. A Prefeitura também foi pega de surpresa com o comunicado, na manhã de quinta-feira (8), ou seja menos de 24 horas antes das mudanças. Por meio de nota oficial, a empresa alegou que o baixo número de usuários pagantes do sistema do transporte público foi o motivo para a redução das linhas e horários.

Com as alterações anunciadas, os principais bairros impactados foram: Sete de Setembro, Belchior Baixo, Belchior Alto, localidade de Águas Negras, Figueira, Arraial D'Ouro, Gaspar Mirim, Macucos e localidade do Sertão Verde. A empresa também comunicou que não iria mais circular no terminal urbano, no bairro Coloninha, o que permanece até hoje.

Na época, a redação do Jornal Metas procurou a direção da Safira, porém, a empresa não quis se pronunciar. A diminuição das linhas e horários estavam em desacordo ao contrato firmado com o município. Por isso, a prefeitura de Gaspar decidiu notificar a Safira, dando prazo de 48 horas para o retorno das nove linhas e 156 horários que haviam sido cortados. A Safira não cumpriu a determinação, a Procuradoria do Município instaurou processo administrativo.

A Safira já vinha relatando dificuldades financeiras por meio de oficios ao Executivo, solicitando inclusive a revisão do contrato firmado no ano passado. Porém, segundo a Prefeitura, nenhuma decisão será tomada antes da conclusão do novo estudo de demanda do transporte coletivo na cidade, que deve ser apresentado nesta semana. A Safira assumiu o transporte coletivo de Gaspar em contrato emergencial, assinado em junho de 2020. Ela substituiu a Coletivo Caturani, que desistiu de renovar o contrato em função do decreto do Governo do Estado que, na ocasião, havia suspendido por tempo indeterminado a circulação de ônibus e outros meios de transporte coletivo no estado em função da pandemia.


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